Falando de amamentação para crianças

Aos três anos, Théo viu pela primeira vez um bebê sendo amamentado e demostrou surpresa assim como qualquer criança.

O que será que se passa na cabecinha dos pequeninos quando se deparam com leite saindo do peito de uma mãe? Até então, o leite é da vaquinha, da cabra, da caixa ou da lata.

Motivada a alcançar o entendimento das crianças sobre amamentação, Simone de Carvalho escreveu o livro Amamentar é tudo de bom.

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Realmente, amamentar (repita e ouça a sonoridade aberta deste verbo) é tudo de bom e maravilhoso. Eu sinto saudades de dar o peito, amor e alimento para o meu filho com um ato tão simples e grandioso. A amamentação foi a minha experiência mais perfeita.

Paula Kranz fez as ilustrações do livro com a filha no colo enquanto amamentava. Há um ano e seis meses ela amamenta Valentina. A história usa como exemplo os animais mamíferos que alimentam os filhotinhos, como as vacas e as girafas.

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Aline é mãe da Maria Luísa, que acabou de completar 6 meses e mamou exclusivamente leite materno em livre demanda. “Vou iniciar com ela a introdução alimentar na próxima semana. Esse vínculo da amamentação é muito importante para mãe e bebê. Achei o livro lindo e encantador. Que todas as crianças possam ter acesso a ele para entender como é que funciona a alimentação de um bebê e como é lindo. Infelizmente, acho que o mama da maioria das crianças é na mamadeira. Elas têm que saber também que vem do seio das mamães”.

Em cada página, a criança entra em contato com a amamentação de forma lúdica e informativa. Assim, o livro proporciona o conhecimento de uma descoberta incrível.

“Eu amo amamentar e comprei o livro com a intenção de mostrar a minha filha e por que não aos preconceituosos da sociedade o que é a amamentação e como é natural. Claro eu não poderia deixar de prestigiar a minha amiga Paula, outro grande exemplo de mãe e maternidade ativa”, destacou Andressa, mãe da Maria Júlia (1 ano e 1 mês).

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O livro já foi lançado em São Paulo no mês passado e no próximo sábado será o lançamento em Londrina, na loja Ciranda (Rua Jorge Velho, 48).

  • Livro: Amamentar é tudo de bom
  • Autora: Simone de Carvalho
  • Ilustrações: Paula Kranz
  • Editora: Acerola
  • 32 págs.
  • Indicado para crianças de 0 a 6 anos.
  • R$ 35

Este post poderia terminar aqui. Para construí-lo tive ajuda da Paula, uma querida que me indicou três amigas para falar sobre o livro. Entrei em contato com elas, que prontamente aceitaram o convite. Aline, inclusive, me respondeu enquanto estava slingando sua bebê. E quando li o e-mail da Sara, resolvi deixar na íntegra seu depoimento.

Sou Sara Reis, tenho 35 anos e sou mãe de um menino chamado Bento de 5 anos de idade, das gêmeas univitelinas, Nina e Luiza, de 3 anos de idade e estou grávida de 34 semanas de um casal de gêmeos, Davi e Clara.

Sempre tive convicção que amamentaria meus filhos e por essa razão sempre busquei informações, o que me deixou suficientemente segura para amamentar meu primeiro filho e minhas gêmeas. Amamentei todos exclusivamente até 6 meses e em livre demanda. Meu filho desmamou com 1 ano e 4 meses e minhas gêmeas com 2 anos e 9 meses. Acho importantíssimo que nossas crianças encarem a amamentação desde cedo como algo natural e essencial para a saúde. E por fazer parte do grupo chamado Falando de Maternidade, criado pela Simone de Carvalho, tomei conhecimento desta iniciativa linda da Simone em escrever um livro sobre amamentação para crianças. As ilustrações feitas pela Paula Kranz encantam as crianças e dão vida às palavras da escritora. Uma parceria linda, que resultou em um livro informativo, incentivador e divertido para as crianças.

Depois de comparecermos à tarde de autógrafos na Livraria da Vila, em São Paulo, a primeira coisa que meus filhos fizeram foi deitar para lerem o livros juntos. Meu filho Bento, sendo o mais velho, pegou o livro e foi explicando as ilustrações para as irmãzinhas. E falava: mamãe fez assim comigo, com vocês e agora é a hora do Davi e da Clara. Não tem como não se emocionar. Outro dia ele viu um bebê com mamadeira no mercado e perguntou: sua mãe não tem tetê????!! Ficou preocupado com o bebê, não entendendo o porquê da mamadeira. Este é o objetivo do livro: tornar a amamentação algo natural para todos, começando pelas crianças. Todos dias antes de dormirem se revesam para escolherem um livro que será lido pelo papai ou pela mamãe, e toda semana pelo menos uma vez o livro Amamentar é tudo de bom é escolhido por um deles e sempre fazem alguma observação diferente. Um livro maravilhoso, recomendado e aprovado, por meus filhos e pela mamãe aqui!!

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 Simone, Paula, Andressa, Sara e Aline sei que vocês concordam comigo: amamentar é tudo de bom!

 

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Papinhas orgânicas

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Letícia e Stella (foto da Veja)

A alimentação dos bebês, a partir dos seis meses, é muito importante para o seu desenvolvimento.

Mas nem sempre é possível selecionar e preparar um cardápio nutritivo.

Seja pela falta de tempo ou prática na cozinha, a tarefa pode se tornar complicada.

Foi exatamente pela carência desse segmento no mercado que a Empório da Papinha surgiu.

A rede é a primeira empresa no Brasil especializada em alimentação saudável com ingredientes orgânicos (livres de agrotóxicos, modificações genéticas e hormônios), sem adição de açúcar ou conservantes.

Presente em várias cidades do país e com atendimento delivery é praticidade e garantia de qualidade.

A linha de produtos oferece para a família inteira uma alimentação completa, saudável, saborosa e prática.

Os produtos da marca são congelados por “ultra-congelamento”, de modo que eles não perdem seus nutrientes.

Além disso, possuem selos e certificações que garantem a utilização de insumos saudáveis em toda a sua linha de alimentos.

Outro diferencial é ser uma empresa cidadã, interessada no bem estar da comunidade, no equilíbrio do meio ambiente e no crescimento do país. Ela realiza ações concretas como:

  • uso correto, racional e econômico de energias como água, luz e gás;
  • conscientização contra o desperdício de alimentos;
  • campanhas de educação nutricional e socioeducativas.

São mais de 80 pratos com nomes próprios (ou sobrenomes) e divididos em fases para consumo.

A Pri, por exemplo, é uma sopa com pedaços e leva: frango, ervilha, batata, cenoura e agrião.

MÃES EMPREENDEDORAS

Durante sua licença-maternidade a professora Maria Fernanda Thomé de Rizzo passou a fazer papinhas congeladas com produtos orgânicos para a filha Gabriela. Pesquisou para ver se existia esse serviço e como não encontrou, resolveu criar o Empório da Papinha, em 2008.

Adriana Lannes, mãe do Gael, preocupou-se com a alimentação do filho antes mesmo do seu nascimento. Foi nessa busca por uma alimentação saudável que ela conheceu a marca e se tornou franqueada em Brasília, ano passado.

O Ministério da Saúde adverte: após seis meses de idade continue amamentando seu filho e ofereça novos alimentos.

#poenorotulo

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Ano passado, meu filho entrou em uma dieta sem lactose e lembro que a minha primeira ida ao supermercado com a missão de escolher os alimentos foi o triplo do tempo normal.  A grande dificuldade era encontrar a informação desejada nos rótulos. E ainda, fiquei na dúvida para saber o que seria “traços de leite”. Pesquisei no Dr. Google e liguei para o médico para esclarecer melhor.

Diante dessa realidade, famílias de crianças com alergia alimentar, estão em campanha nas redes sociais para tornar obrigatória a rotulagem correta em alimentos.

É o movimento #poenorotulo, criado por um grupo que soma mais de 600 famílias no país. Todas unidas com o objetivo de abrir os olhos da população não-alérgica para a necessidade da informação e tornar obrigatória, independentemente de que forma – projeto de lei, resolução da Anvisa ou iniciativa das indústrias – a rotulagem de alimentos alérgenos, como leite, soja, ovo, peixe, crustáceos, amendoim, oleaginosas, entre outros. Pois os rótulos podem garantir a segurança alimentar dos alérgicos.

Nas indústrias, há uma prática comum de compartilhamento de maquinário para produção de vários produtos e alimentos. Por isso, as informações incompletas nos rótulos. E o alérgico alimentar corre risco de morte. Dependendo do seu grau de sensibilidade, pode sofrer choque anafilático e fechamento de glote, entre outras reações graves. No Brasil, cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar – isso sem contar os portadores do diabetes, hipertensos, portadores de doenças renais e outros grupos – e vivem reféns de rótulos com pouca ou nenhuma informação.

Existe um tipo de reação alérgica chamada de não IgE mediada, que manifesta reações tardias, podendo aparecer dias depois da ingestão do alimento. Apesar de não ser fatal, como no caso dos mediados, é igualmente preocupante, porque não é possível o diagnóstico através de exames de sangue. Os sintomas vão de vômitos tardios, sangue nas fezes, cólicas, intestino preso, baixo ganho de peso, entre muitos outros.

Estudos da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) mostraram que 39,5% reações alérgicas foram relacionadas a erros na leitura de rótulos dos produtos.

Para Daniara Pessoa, especialista em Ciência da Alimentação e mãe de uma criança alérgica, “com a regulamentação da rotulagem clara e precisa nos produtos, portadores de restrição alimentar, além de terem qualidade de vida melhor, teriam condições de obter a cura do problema muito mais rápido, desde que feita uma dieta correta, aumentam as chances de regredir e a pessoa dessensibilizar”.

Em pouco mais de um mês, a fan page já tem quase trinta mil pessoas apoiando essa causa e você também pode participar (não  precisa ser alérgico)!

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Eu escolhi amamentar

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Não foi uma amiga, não foi a médica e nem a internet.

Grávida, decidi que a alimentação do meu filho seria exclusivamente o leite materno.

Não comprei mamadeira. Para quê?

Eu estava determinada.

Meu filho nasceu* e já pegou o peito com a “boquinha de peixe”.

Naquele momento, eu me transformei em fonte de amor.

Théo ficava 24 horas no peito.

Eu tomava UM banho por dia.

Apesar de ser cansativo, estava disposta.

O dia 13 de julho de 2008 foi exaustivo, nem O banho eu tomei.

Mas eu tinha plena consciência que estava em casa, de licença, só para servi-lo.

Tinha uma cadeira e almofada confortáveis e todo o tempo para ele.

Até recebi uma visita que disse: leite materno é fraco.

Nada me fazia duvidar, amamentar era uma certeza.

Estava oferecendo para o meu filho muito mais que alimento.

No meu peito, ele saciava a fome e a sede sim.

Mas estar no meu colo, era manter aquele vínculo de quem passou 38 semanas no meu ventre.

Uma ligação que não precisava ser rompida se era ela quem nos tornava mãe e filho.

Por isso, passei meses sem sair de casa para lugares públicos fechados (leia-se supermercado e shopping).

Como ele dependia de mim, era com ele que estaria.

E não foi sacrifício, pois era a minha escolha.

Deu certo e funcionou.

Meu peito não rachou e tinha leite bastante.

Tanto que amamentei outro bebê (porque a mãe estava com os seios feridos).

O que posso dizer sobre essa experiência é que o meu leite foi produzido na minha cabeça e no meu coração.

*Théo nasceu no dia 20 de junho de 2008 de cesárea.