Coleção Itaú de Livros Infantis: peça gratuitamente

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Ler para um criança é um ato capaz de provocar efeitos transformadores na vida delas e na nossa também.

Desde que a Fundação Itaú Social  lançou a campanha da coleção de livros infantis eu peço a nossa.

Inclusive, teve um ano que recebemos em duplicata e presenteamos o vizinho amigo de Théo.

Em 2011, veio o Jogo da Parlenda que é uma história da Heloisa Prieto muito bem bolada.

Este ano, o projeto vai enviar para o endereço solicitado dois livros (antes eram três).

Apesar da tiragem de alguns milhões, os livros estarão disponíveis enquanto durarem os estoques.

Só é possível cadastrar um CPF por pessoa e não precisa ser correntista do banco.

E você pode pedir para um sobrinho, afilhado ou grupo de crianças (da escola ou igreja, por exemplo).

O questionário pergunta sobre isso: quantas crianças serão beneficiadas com a leitura.

Aqui em casa eu já li para Théo e os dois amiguinhos (foi o do Jacaré, eles adoraram).

A coleção vem acompanhada por um folheto com os benefícios da leitura. #issomudaomundo

Os livros são selecionados por um conjunto de especialistas e os escolhidos foram:


Gato pra cá, rato pra lá
De Sylvia Orthof

Se alguém for procurar uma grande história, neste livro, não vai encontrar. Ele resolveu escolher o caminho do singelo, e livro, se a gente não deixar ele ser como ele cisma, fica amarrado.
Acho que esta história é pra ler pouco e imaginar muito.

Papai!

De Philippe Corentin

À noite, criança dorme? Nem sempre. Às vezes, na hora do descanso, ela quer os pais por perto. Pois monstros, fantasmas e similares habitam o quarto e provocam pesadelos. É difícil de distinguir o sonho da realidade. Por isso, pede socorro. E não é só a mãe que aconchega e acalma. A presença protetora e corajosa do pai é sempre bem-vinda.

***

Clique aqui e garanta já o seu pedido! Após o cadastro, a entrega será feita em até 25 dias.

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Conhecendo as histórias bíblicas

Eu sempre rezo com Théo antes de dormir.

Rezamos o Pai Nosso, a Ave Maria e o Santo Anjo.

Às vezes, a Oração da Criança também.

De um tempo para cá, ele vinha me fazendo muitas perguntas sobre Jesus.

E outro dia, encontrei o livro – Histórias Bíblicas para Meninos.

Hoje li para ele e (depois) ele para mim.

O livro tem lindas ilustrações e o texto é com rimas!

São duas páginas por história e cada uma com sua referência.

Por exemplo, em Nasce Jesus, lá no rodapé tem LUCAS 2.

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Heloisa Prieto – “Para que alguém transmita o amor pelos livros é preciso amá-los em primeiro lugar.”

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Foto: Priscila Prieto Nemeth (a filha é fotógrafa)

Heloisa Prieto é um dos grandes nomes da  literatura infantojuvenil brasileira.

Com 60 livros publicados, vários prêmios importantes e textos para teatro, cinema e televisão (destaque para o Castelo Rá-Tim-Bum), ela é a entrevistada de hoje do Blog Palavra de Mãe.

Nascida em São Paulo, Heloisa escreve desde os sete anos e é dona de um vasto currículo.

Seu primeiro livro publicado, em 1992, foi Duendes e gnomos (Cia das Letrinhas).


 

Primeiramente, eu quero agradecer a sua participação. Então, vamos começar com a Heloisa que não está nas orelhas dos livros. Fale o que você gosta de fazer nas horinhas de descuido.

Pratico nataçao três vezes por semana, caminhadas duas vezes por semana, yoga. Leio o tempo todo livros, jornais, e assisto muitos filmes. O meu sonho é conhecer muitos países.

Você foi incentivada à leitura na infância? Seus pais de alguma forma contribuíram para essa grande escritora que você é hoje? 
Meu pai tinha uma biblioteca e eu gostava muito de ficar ali, lendo, mesmo que só conseguisse captar as narrativas do meu jeito de criança. Ele nunca tentou dirigir minha leitura, sempre tive liberdade de ler o que quisesse. Minha família lia muito e cada um tinha um gênero preferido. Isso me instigava, eu achava engraçado. Ganhei muitos livros de presente, ouvia os adultos contando de suas leituras no almoço do domingo. Livro era assunto o tempo todo.
Como nós, pais, podemos aguçar o gosto da leitura nos pequenos?
Meus filhos (Lucas e Priscila) sempre ouviram histórias, não só as minhas, como também de amigos escritores, como Daniel Munduruku, maravilhoso escritor indígena. Para que alguém transmita o amor pelos livros é preciso amá-los em primeiro lugar. Se os pais forem grandes leitores e não afastarem os filhos desse mundo, dizendo que isso pertence ao futuro, ao universo adulto, coisas assim, as crianças naturalmente sentem vontade de compartilhar desses universos ocultos nas palavras.
O Jogo da Parlenda (Cia das Letrinhas) é um dos meus livros favoritos. Então, gostaria que você falasse sobre ele. Como surgiu a ideia, o que te inspirou.
Morei numa fazenda quando menina e jogava parlendas todas as noites, com um grupo de crianças do campo. Brincávamos no terreirão de café, era maravilhoso. Tentei transmitir a ideia de jogo, de invenção quando escrevi meu livro, deslocando a parlenda daquele contexto sisudo no qual, muitas vezes, tenta-se aprisionar o folclore.
Você coleciona muitas obras, já escreveu baseada em histórias reais?!
Tenho agora 60 livros publicados, mas há títulos a caminho. Então, este ano, alcanço por volta de 63 livros. Sim, há sempre uma mistura de real e imaginário. Muitos livros se passam no mundo contemporâneo, como o Jogo dos tesouros, (editora Edelbra) que lancei ontem, ou o livro da sorte, (editora terceiro nome). Outros pertencem à dimensão do fantástico. Lenora (Rocco) um romance gótico, situa-se entre os dois universos, real e imaginário.
Como o ocorre o seu processo de escrita, onde estão suas raízes?
Nunca tive uma vida muito rotineira. Talvez por minha família gostar muito de viagens, esportes, incluir pessoas novas em casa, e também o fato de ser neta de imigrantes espanhóis, imprimiram um tom de movimento em minha percepção da vida. Minha bisavó Maria Santiago, sobreviveu à gripe espanhola, ela tinha muita consciência do acaso e do risco iminente à existência. Isso impregnou minha literatura. Ela era uma senhora impressionante.
Deixo o espaço aberto para você falar de novos projetos.
Este ano, tive a alegria de ver vários lançamentos saindo. Eles são:
  • Os sete arcos de íris (uma fábula sobre as cores dos sentimentos) – editora papirus
  • O livro da sorte – (uma celebração da amizade) – editora terceiro nome
  • As três faces da moeda (editora edelbra) – sobre a questão da ambição
  • O Jogo dos tesouros (editora edelbra) – sobre a possibilidade de ser original e diferente durante a adolescência.
Finalmente, está saindo uma tradução que pertence a uma coleção de clássicos que estou desenvolvendo para a Bamboo editorial:
A guerra do fogo – de J. H. Rosny – o livro vem com um aplicativo para que se possa ver imagens das cavernas rupestres e a edição está linda!
Meu próximo lançamento será Ian (editora Rocco), a sequência de Lenora.
Ser mãe me colocou mais próxima de ser humana.
Eu escrevo para as crianças que estão na cabeça dos adultos e para os adultos que moram nas crianças. Tenho leitores de todas as idades. É muito divertido!
***
Heloisa, tão gentil da sua parte responder as minhas perguntas (enviadas ontem e respondidas hoje)!

Um livro infantil para pais

Sim, isso mesmo.

Você leu direito.

E só tem dez palavras.

Um livro com dez palavras?

Não estou de brincadeira!

O Livro do Pai Chato, é a estreia de Raphael Vidal na literatura infantil.

Os pais dedicam tanto tempo ao trabalho que se esquecem da criança que está dentro deles. Com a falta de tempo livre os pais estão sempre correndo e cobram dos filhos que eles se comportem da mesma maneira: fazendo tudo apressado, sem tempo de se divertir e prestar atenção nos detalhes da vida. Para os pequenos, no entanto, encontrar na figura do pai a criança que brinca é uma incrível demonstração de afeto, cuidado e presença. E é por isso que esse livro nasceu. Para lembrar aos pais que a vida não precisa ser chata. Que bastam dez palavras pra esquecer as obrigações da vida e escolher viver um mundo de aventuras.

Apesar das poucas palavras, mas de uma grande lição, o livro traz lindas ilustrações da talentosa mãe da Valentina, a Paula Kranz.

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O lançamento será próximo domingo (10), Dia dos Pais, às 11h30, na Primaverinha dos Livros | Espaço Tom Jobim | Jardim Botânico. Quem comprar o livro ganhará um muffin especial do Rizoma, além de um abraço do autor e um rabisco feito na hora, é claro!

Uma mãe e seu filho na UTI

Renata casou aos 19 anos e foi mãe aos 26.

Ela é pedagoga e fonoaudióloga – especialista em Patologias da Linguagem e Multiletramentos.

Ministra palestras em todo o país sobre assuntos relacionados à educação e a saúde fonoaudiológica.

Fruto de uma família católica, é catequista desde os 14 anos – seguindo o exemplo de sua mãe.

Detentora de uma fé tão forte que foi testada após o nascimento do seu primeiro filho.

Miguel nasceu de uma gravidez tranquila e foi para casa. Mas retornou ao hospital, onde passou meses em uma UTI neonatal.

Renata enfrentou o sofrimento de acompanhar seu bebê em nove cirurgias, infecções, erros médicos, transfusões de sangue, implantações de cateter e intercorrências graves que poderiam ter levado seu filho à morte.

O estado de Miguel era grave e a equipe médica precisou fazer muitas pesquisas na literatura médica para melhor conduzir o tratamento.

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Durante o período de internação, Renata fez um diário e foi com o conteúdo escrito no seu caderno (além do prontuário médico), que ela começou a escrever um livro, intitulado Um filho na UTI – o limite entre a fé e o sofrimento.

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Miguel foi batizado no hospital pelo Padre Zezinho, amigo da família e quem incentivou Renata a escrever a história.

Foi um processo difícil, mas consegui. Revivi tudo na escrita e chorei a cada palavra que escrevi. Falo de todo o meu sofrimento por ver meu filho em estado grave numa UTI neonatal, sem ter perspectiva se ele um dia teria uma vida normal, ou se ao menos iria conseguir sobreviver. Mas falo também da minha fé em Deus, esperança de um dia melhor, da minha luta pela saúde do meu filho e amor incondicional por ele.

O livro dialoga com o seu leitor, fazendo-o refletir sobre a sua própria vida. Tem trechos de músicas, poesias e passagens bíblicas, sempre com o intuito de facilitar o leitor em suas reflexões.

Ao final, segue uma série de depoimentos de médicos, de enfermeiras, familiares e amigos que contam como foi para cada um viver essa experiência de fé e sofrimento ao lado da família.

O diferencial é que esse livro não trata apenas de sofrimento e superação, mas também da importância da família, dos amigos, dos médicos e dos enfermeiros em momentos de problemas de saúde. Acima de tudo, fala de fé e de Deus, e da sua importância nas situações mais difíceis da vida.

Para superar tudo o que passei, precisei muito do meu marido, da minha família, dos meus amigos e principalmente de Deus. Graças a Ele minha família e amigos me ajudaram muito e me deram muito apoio em tudo: desde amparar meus choros a cada cirurgia ou piora no estado de Miguel, até me fazer companhia no hospital para eu não me sentir sozinha.

Numa situação como essa, se a gente não tem fé e não crer em Deus o desespero toma conta da gente e nos leva a loucura. Então procurava sempre rezar e pedia que rezassem por mim e meu filho. Também procurava fazer planos para o meu futuro com ele, mesmo quando os médicos diziam isso ser impossível disso acontecer.

A autora ressalta que o benefício do livro “é mostrar as pessoas que o sofrimento existe, que ele dói, mas que ao lado de Deus tudo pode ser superado; mostrar aos médicos e profissionais da saúde, o quanto, o lado humano e solidário deles é importante para a manutenção de uma boa saúde psicológica dos seus pacientes e familiares”.

Hoje Miguel tem sete anos e é uma criança saudável. Ficou apenas com baixa estatura e em decorrência disso, ele toma diariamente uma injeção de hormônio do crescimento.

TESTEMUNHO DE VIDA

Com Miguel eu aprendi que o pequeno pode ser forte e que na sua força se torna grande. Tive a prova que milagres existem, e que Deus pode mudar seus planos diante de muita fé e orações.

Aprendi que o sofrimento pode nos fazer crescer como seres humanos, nos ensinando a  olhar o mundo por um novo ângulo.

Aprendi que diante de um grande sofrimento, ou o administramos e minimizamos o efeito desse sofrimento em nós, ou então ele toma conta da gente aumentando assim, ainda mais o nosso calvário. Confesso que inicialmente fui administrada pelo meu sofrimento, mas depois percebi que de nada adiantaria, então resolvi mudar a minha atitude. Isso não significa que sofria ou chorava menos, de forma alguma, apenas passei a encarar as coisas de forma diferente, sem dramatizar, sem aumentar mais o problema, sem achar que eu era a única pessoa a padecer no mundo, sem achar que estava sendo castigada por Deus, sem ter pena de mim mesma e do meu filho.

Foi isso que aconteceu comigo diante de tudo que vivi, não foi fácil, mas aprendi!!!

O livro já foi lançado aqui em Natal (onde Miguel nasceu) e em Recife (onde a família mora atualmente).

CONVITE

Renata estará no próximo sábado (9), às 9h30, na Paulinas Livraria (confirme presença pelo 3212-2184).

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A lenda e a fábula

Hoje Théo participou do Amigo do Clube.

Cada aluno levava um livro (seu) para trocar entre si.

Ele levou o livro Mula sem Cabeça e voltou com A Lebre e a Tartaruga.

Achei interessante a coincidência e comentei com ele e, por que não aqui?!

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  • Lendas: são histórias criadas por povos de diferentes lugares e épocas para explicar acontecimentos que as pessoas não tinham conhecimento.
  • Fábulas: são narrativas com mensagens relacionadas ao comportamento, e trazem sempre a “moral da história”. Geralmente, os personagens são animais com características humanas.

A Livraria Vazia

Dê aos seus livros um final feliz de verdade.

Esse é um projeto que visa a arrecadação de livros (adultos e infantis) em bom estado de conservação.

Você leva a sua doação que será entregue à Casa Durval Paiva e ao Hospital Infantil Varela Santiago.

Serviço:

  • A Livraria Vazia
  • Data: até 30 de julho
  • Horário: segunda a sábado, das 10h às 22h; e aos domingos, das 14h às 21h
  • Endereço: Av. Senador Salgado Filho, 2234 (Natal Shopping)
  • Piso 2 – próximo à Casa do Pão de Queijo

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P.S. Onde está o Théo?!

Dica de livro – Amigos de Verdade

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Bento é um menino que não quer sair de casa para ficar conectado à internet.

Apesar de muitos convites para brincar no parquinho, ele prefere o mundo virtual.

Todos os amiguinhos brincando, correndo e pulando mas o Bento no quarto.

Até que ele vai ver pela janela o que está acontecendo lá embaixo: muita diversão.

Será que o Bento vai descer para curtir os amigos de verdade?

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Li essa historinha para Théo e ele me disse: mamãe, não quero ficar igual ao Bento.

Filho, não se preocupe porque a mamãe e o papai estão de olho.

Universo imaginário

No dia 02 de abril, conheci a Rafaela Poggi no programa da Fátima Bernardes (contei aqui). Logo depois, recebi um e-mail de uma psicóloga que trabalha com autistas. Ela ficou interessada em comprar o livro Fairy Rainbow. Por isso, entrei em contato com os pais da Rafa, que são dois parceiros e incentivadores da filha talentosa.

Então, o post de hoje é sobre um projeto que reuniu uma editora, uma agência de comunicação, uma produtora e uma fábrica de ideias que promove a inclusão pela arte. Desse encontro, criou-se o Imaginanime. Um espaço aberto para que os artistas especiais possam mostrar seus talentos e suas obras.

Muitos jovens portadores de necessidades especiais possuem talentos e sensibilidade aguçada. São histórias de superação que surpreendem e emocionam. É assim a vida da Rafaela (21),  que produz histórias em quadrinhos há mais de 10 anos. Essa é sua forma preferida de expressão, ou seria seu dom? Ela fez curso de Histórias em Quadrinhos e Animação e teve seus trabalhos avaliados pelo Ziraldo, que fez o prefácio do seu livro.

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FAIRY RAINBOW é a aventura de uma garota descendente de fada. São 15 capítulos com a magia da batalha entre o bem e o mal.

O livro custa R$ 20 com frete incluso. Na compra de dois exemplares, você pode doar um para a biblioteca de uma escola pública. Curta a página e espalhe essa ideia.

As lembranças do sítio

Há 132 anos, nascia o escritor Monteiro Lobato, primeiro grande nome da literatura infantil do nosso país.

Em homenagem a essa data, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil.

Lembro com saudades da época em que assistia o Sítio do Picapau Amarelo.

Era no final da manhã e eu me sentia feliz naquele mundo de faz de conta.

A trilha sonora da abertura já era uma viagem com aquela flauta anunciando as histórias.

Eu acompanhei o reprise da primeira versão, indiscutivelmente, a melhor!

Depois teve uma segunda e, atualmente, meu filho assiste uma que é em desenho animado.

Théo também brinca no Mundo do Sítio, onde ele tem um avatar.

Ano passado, na escola, teve um projeto sobre Monteiro Lobato e explicaram vida e obra do autor.

Então, falei para ele: Théo, sabe quem faz aniversário hoje? Monteiro Lobato!

A resposta: mas ele já morreu.

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