#poenorotulo

poe-no-rotulo-blog

Ano passado, meu filho entrou em uma dieta sem lactose e lembro que a minha primeira ida ao supermercado com a missão de escolher os alimentos foi o triplo do tempo normal.  A grande dificuldade era encontrar a informação desejada nos rótulos. E ainda, fiquei na dúvida para saber o que seria “traços de leite”. Pesquisei no Dr. Google e liguei para o médico para esclarecer melhor.

Diante dessa realidade, famílias de crianças com alergia alimentar, estão em campanha nas redes sociais para tornar obrigatória a rotulagem correta em alimentos.

É o movimento #poenorotulo, criado por um grupo que soma mais de 600 famílias no país. Todas unidas com o objetivo de abrir os olhos da população não-alérgica para a necessidade da informação e tornar obrigatória, independentemente de que forma – projeto de lei, resolução da Anvisa ou iniciativa das indústrias – a rotulagem de alimentos alérgenos, como leite, soja, ovo, peixe, crustáceos, amendoim, oleaginosas, entre outros. Pois os rótulos podem garantir a segurança alimentar dos alérgicos.

Nas indústrias, há uma prática comum de compartilhamento de maquinário para produção de vários produtos e alimentos. Por isso, as informações incompletas nos rótulos. E o alérgico alimentar corre risco de morte. Dependendo do seu grau de sensibilidade, pode sofrer choque anafilático e fechamento de glote, entre outras reações graves. No Brasil, cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar – isso sem contar os portadores do diabetes, hipertensos, portadores de doenças renais e outros grupos – e vivem reféns de rótulos com pouca ou nenhuma informação.

Existe um tipo de reação alérgica chamada de não IgE mediada, que manifesta reações tardias, podendo aparecer dias depois da ingestão do alimento. Apesar de não ser fatal, como no caso dos mediados, é igualmente preocupante, porque não é possível o diagnóstico através de exames de sangue. Os sintomas vão de vômitos tardios, sangue nas fezes, cólicas, intestino preso, baixo ganho de peso, entre muitos outros.

Estudos da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) mostraram que 39,5% reações alérgicas foram relacionadas a erros na leitura de rótulos dos produtos.

Para Daniara Pessoa, especialista em Ciência da Alimentação e mãe de uma criança alérgica, “com a regulamentação da rotulagem clara e precisa nos produtos, portadores de restrição alimentar, além de terem qualidade de vida melhor, teriam condições de obter a cura do problema muito mais rápido, desde que feita uma dieta correta, aumentam as chances de regredir e a pessoa dessensibilizar”.

Em pouco mais de um mês, a fan page já tem quase trinta mil pessoas apoiando essa causa e você também pode participar (não  precisa ser alérgico)!

page-pnr page-pnr1

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s