Professora por um dia

A presença dos pais na educação dos filhos é importante para o sucesso escolar.

Desde cedo, é preciso incentivar uma postura coerente em relação ao estudo.

A escola, por sua vez, deve atrair a participação da família no processo de educação dos alunos.

Foi pensando nisso, que a escola do meu filho lançou no mês passado um projeto chamado Pais na Escola.

E hoje foi a minha vez de ser a professora na turma do meu filho.

Nem dormi direito de tanta ansiedade, fiquei com o sono leve acordando a todo instante e só esperando o dia amanhecer.

Théo também estava empolgado, assim que chamei seu nome logo acordou.

Disse para eu ir bonita e me ajudou a escolher a roupa (com estampa tropical).

Tudo aconteceu naturalmente e eu me senti muito à vontade.

Todos sabiam que eu era Carol, a mãe do Théo.

Tão lindo eles me chamando de Tia Carol (praqui e pracolá).

A minha participação foi acompanhar toda a rotina e realizar uma atividade com eles.

Como o tema que está sendo trabalhado é o Brasil, elaborei um plano lúdico aplicado aos conhecimentos já adquiridos.

Mostrei um vídeo da Palavra Cantada que fala sobre localização geográfica.

A música vai construindo um cenário do perto para o longe (rua, cidade, floresta, Brasil, América do Sul).

Quem é esse menino?
Esse menino é meu vizinho!
Onde ele mora?
Mora lá naquela casa!
Onde está a casa?

Levei um globo terrestre para que eles localizassem o Brasil e fiz uma breve explicação sobre o planeta Terra (o planeta é uma bola, que rebola lá no céu).

O ponto alto foi o livro O Jogo da Parlenda, da Coleção Itaú de Livros Infantis.

Essa leitura é muito engraçada e divertida, mas é trava-língua.

Porém, eu já li tantas vezes que até consigo deixar o texto solto.

Parlenda é uma brincadeira com palavras (rimadas) e muita imaginação.

Depois eu posso gravar o áudio da história e deixar aqui (no blog).

Mas o interessante mesmo é acompanhar com as ilustrações.

Depois que terminei, já era a hora do lanche (pausa).

Quando retornamos, resgatei com eles alguns elementos da narração.

Distribui folhas para que eles escrevessem a frase O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA.

Fui dizendo palavra por palavra, sempre enfatizando a fonética.

Ao final, escrevi no quadro para que eles conferissem com o que fizeram.

E o melhor: cada um se levantando para me entregar a atividade feita.

Certamente, foi um momento único para mim e para Théo.

Ele é o aluno mais lindo e maravilhoso da tia Carol.

Vamos levar para sempre essa experiência única!

P.S. Depois da aula, hora do almoço, encontramos uma amiga minha (que sabia do meu dia de professora). Ela perguntou qual era a nota da mamãe e Théo respondeu: milll.

roda
Théo (dourado) brincando.

Beijos e me chama de tia Carol!

O que a lista me ensinou

 

Ano passado, passei uma manhã e duas tardes para comprar o material escolar do meu filho.

Eu segui à risca o que tinha na lista: comprei marca e quantidades solicitadas.

Tinha um papel colorido que me fez andar muito a sua procura e quase me fez desistir, pois em todas as livrarias me diziam que estava em falta e que eu podia levar similar. Mas estava tão determinada a tirar um 10 que não desisti. Encontrei-o em uma papelaria do shopping.

No dia de entregar o material, tinha um pai na minha frente entregando tudo incompleto e de marcas diferentes do pedido.

A escola recebeu, pois ele poderia levar o que faltou depois.

Lição número zero: eu fiz o meu dever de casa.

Quando tive oportunidade, sugeri que fosse cobrada a taxa.

Seria muito melhor, pois evitaria o desgaste da procura e eliminaria os espertões.

Mas não vingou.

E aqui estou com a lista na mão.

Este ano eu fui prática e econômica.

Em primeiro lugar, já sabia onde tinha 20% de desconto à vista.

Como eu tenho material de artesanato em casa, consegui riscar alguns itens (lixa, tinta, bastão de cola quente, pincel, feltro, TNT…)

Da outra vez, levei Théo para escolher o brinquedo e ele quis o da moda.

Dessa vez, não. Assim como também comprei tudo neutro, ou seja, sem os personagens que elevam os preços.

Por ser material de uso coletivo, entendi que basta ser uma tesoura que corte, um lápis que escreva e uma cola que cole.

A única coisa que o levei para escolher foi o caderno. Eu quis fazer isso, mas ele questionou: quem vai usar.