Bichinho de estimação {livro infantil}

Muitos são os benefícios que o convívio com animais de estimação traz para as crianças.

Quando Théo quis um bichinho de estimação escolheu um hamster e colocou o nome de Zico que é um macaco no desenho Peixonauta.

Zico fez parte da nossa família durante dois anos (até abril).

Théo sofreu (chorooou) com a partida e fez um desenho mostrando as fases do ciclo de vida do seu bichinho de estimação.

Tenho certeza que ele vai levar essas lembranças na memória.

Mês passado, a editora Paulinas lançou o livro Bichinho de estimação da escritora Edméa Campbells.

Théo leu a história em menos de 15 minutos e já veio me mostrar a última página achando engraçado o desfecho!

Dona Vaca encontrou o Potrinho andando muito triste pelo pasto. Ele havia perdido seu bichinho de estimação. A Vaca resolveu ajudar o amigo a procurar pelo seu bichinho. No meio do caminho encontraram outros animais que também quiseram ajudar. O Macaco, o Pato, o Porco, a Formiga, o Galo, o Gato, todos queriam ajudar o Potrinho a solucionar o mistério. Será que eles conseguiram?

O livro faz parte da coleção “Livros divertidos – Série cadê?” e tem ilustrações aquareladas da desenhista Cris Eich.

Guia para pais e educadores {Infância vivenciada}

Estamos na Semana Mundial do Brincar, uma mobilização que tem como objetivo promover a consciência sobre a importância do brincar. Quem organiza a ação é a Aliança pela Infância, um movimento internacional por uma infância digna e saudável que chegou no Brasil em 2001.

A infância é a fase mais bela da vida. Por isso, valorizo pequenos gestos como mandar um bilhetinho na lancheira ou até mesmo dançar com meu filho. Sei que estou construindo com ele suas memórias afetivas. Ah, o bolo de cenoura com cobertura de chocolate!

Infância COM infância

A psicóloga Patrícia Gimael e a arte-educadora Selma de Aguiar realizaram vários cursos dentro do movimento da Aliança pela Infância e esse projeto acabou virando um livro intitulado Infância vivenciada, publicação da editora Paulinas que me enviou um exemplar.

A criança quer e precisa ter vivências reais e saudáveis.

É um manual que descreve as diversas etapas do desenvolvimento infantil, inclusive, a puberdade e a adolescência. O objetivo é incentivar uma educação lúdica e de valores éticos. Tem versos, histórias, canções, receitas, trabalho manuais (com moldes), confecção de brinquedos e até sugestões para comemoração de aniversário.

Apesar de eu não ser pedagoga (se bem que minha sogra diz que eu tenho jeito de professora), sempre estou buscando conhecimento na área. Justamente, porque gosto de acompanhar com entendimento as fases que Théo passa. E acredito que muitos pais também busquem esse tipo de orientação.

A mãe não  é só aquela que oferece alimento físico, que se esforça para oferecer a melhor educação, mas ela mesma é a portadora da substância que alimenta a alma do seu filho.

Mãe guarda as seringas usadas durante a gestação e o resultado é um ensaio newborn cheio de amor

Foram mais de 300 injeções de anticoagulante também conhecidas como #picadinhasdeamor. Um relato emocionante de uma mãe que enfrentou a trombofilia para realizar o sonho de ter o segundo filho.

Meu nome é Isabel, tenho um filho de 15 anos de uma gestação normal sem nenhuma intercorrência de parto cesariana em 2002. Até os nove anos dele eu não queria ter mais filhos.
Descobri meu segundo positivo em 2011 e me apaixonei de primeira pela ideia da maternidade pela segunda vez. Perdi com seis semanas. Um aborto retido,  doloroso, alma ferida… Já amava muito meu filho.
Em 2013, engravidei novamente depois de tanto tentar e esperar. Perdi também nas mesmas circunstancias do primeiro aborto. Seis semanas, retido, outra curetagem depois de dez dias que soube que ele não tinha mais vida. Sofri tudo!
Não desisti do sonho plantado no meu coração e fui em busca de respostas para as minhas perdas em 2014. Ginecologista,  obstetra, geneticista, hematologista, endócrino  (tive um tumor hipofisário que dificultava engravidar)… Enfim, descubro-me trombofílica. Uma pancada em mim. Não sabia de nada sobre essa condição. Desesperei-me,  achei, por um instante, que talvez não conseguisse mais ser mãe novamente.
Em 2015 o mais esperado positivo… Desespero, alegria, medo, amor tudo junto. Já com o diagnóstico em mãos, sabia que teria que tomar todos os dias uma injeção anticoagulante. Isso seria doloroso mas a alegria de uma nova chance com tratamento me deixava um pouco tranquila.
Na primeira ultrassom, uma grande surpresa… Eram dois, gêmeos.  Eu não cabia em mim, a felicidade era astronômica. Meu Deus… Gêmeos! Família enlouquecida… O medo do tratamento não dar certo e a alegria de ser gêmeos.
Fui na fé…
Sofri dobrado.
Síndrome do transfusor transfundido – STT, trombofilia e cirurgia intrauterina. Primeira internação na MEJC – Maternidade Escola Januário Cicco por uma semana depois de duas tentativas de realizar uma amniocentese sem sucesso. Segunda internação em Recife no IMIP – Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira para realizar a cirurgia intrauterina na tentativa de viabilizar o fluxo sanguíneo para os dois bebês já que só um estava recebendo normalmente e o outro não e também para retirada de 3,5 l de líquido amniótico em excesso. 13 dias de internação, deu tudo certo. Voltei pra casa com meus filhos quase no mesmo peso… Uma semana depois tive uma paralisia facial, quatro dias depois meus bebês não mexeram mais. Perdi-os para a trombofilia.
Pior dia da minha vida… Desejei a morte também. Eles já estavam com 27 semanas, tínhamos todo o enxoval, a família toda envolvida, meu filho ia realiza o desejo de ter um irmão.
O obstetra que me acompanhava disse que eu não tentasse mais. Depressão, choro, desespero, surto, perda de peso, insônia… Muita medicação pra tentar manter o equilíbrio perdido. Eu não tinha mais vida.
Quatro meses depois, já em 2016, pra minha grande surpresa eu estava grávida novamente. Mais uma vez um misto de sentimentos, aflição em pensar que eu poderia viver tudo novamente me destruía. A alegria que senti em saber que mesmo em meio a uma tristeza profunda Deus não tinha esquecido de mim e me dava mais uma oportunidade e eu não podia deixar escapar. Coloquei minha dor de lado e fui cuidar do meu filho que já crescia dentro de mim.
Mais de 300 injeções, AAS*, todas as vitaminas que se pode imaginar. Pré-natal a cada 15 dias, repelente em todo corpo toda hora. E na minha cabeça e coração só se passava: eu vou vencer a trombofilia!
Meu Benício nasceu com 36 semanas tão bem que ficou comigo até o último ponto ser fechado pelo obstetra. Minha família toda na maternidade… Eu tinha sonhado com aquele dia muitas vezes… Hoje ele é minha vida, minha maior alegria junto com o irmão.
Quando descobri a trombofilia, em 2014, entrei em um grupo no Facebook chamado Trombofilia e Gestação. Cada mãe faz uma foto do seu tão sonhado filho com as seringas. Eu eu a fotógrafa optamos pelo coração com ele dentro e tive a ideia de colocar uma na mão dele para passar a mensagem que com o tratamento é possível realizar o sonho de se ter um pequeno mesmo com trombofilia.
Ainda que muito triste com todas as minhas perdas,  no mais profundo do meu íntimo eu sentia que minha história como mãe não tinha acabado ali diante daquela dor insuportável que foi ver meus dois filhos sem vida. Eu ainda teria o colo cheio novamente… Sempre acreditei nisso. Não desistam de um sonho plantado no coração… Deus realiza milagres.
*A aspirina tem efeito anticoagulante.

É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança {provérbio africano}

O dia das mães vem carregado de emoções.

A maternidade envolve tantos sentimentos.

Você quer ter o controle de tudo (mas não tem).

É uma grande responsabilidade (talvez a maior de todas).

Daí que nasce a famigerada da culpa (da mãe, é claro).

E onde eu quero chegar? Na aldeia. Uma rede ativa de apoio.

Por uma maternidade com mais acolhimento e menos julgamento.

A gente sabe que filho não vem com manual.

É uma descoberta maravilhosa mas desafiadora.

Você testa seus conhecimentos e limites.

Sempre tentando acertar mesmo falhando.

Nós, mulheres mães, merecemos respeito.

Cada uma escolhe sua maternagem.

Nenhuma nos faz melhor ou pior.

Vamos distribuir mais amor e empatia.

Principalmente, para as mães solos.

Juntas nos fortalecemos!

Leitura para os pequeninos

O que cabe na barriga de um gatinho? E na cabeça de uma criança?

Cabe… Fê vai mostrar que cabe tudo o que a imaginação quiser!

O livro faz parte da coleção Criantiva da Paulinas Editora.

Com uma linguagem descontraída e ilustrações bem coloridas, os pequeninos vão se divertir!

É uma história engraçada e lúdica, desenhada pelo autor, o próprio Fê.

Uma boa leitura para despertar a curiosidade e criatividade!

A separação dos pais narrada pelos filhos {Livro}

Não sou filha de pais separados nem separada. Mas imagino o quanto traumática é uma separação. Principalmente, quando se tem filho.

Quanto menores as crianças, mais a comunicação verbal deve ser fática, ou seja, com mensagens simples, mas mantendo o canal de comunicação aberto para que façam perguntas à medida que sintam necessidade. É preciso dar tempo aos filhos para reelaborar o luto; os pais devem ter paciência e compreender que, se não é fácil para eles viver este acontecimento, será ainda menos para os filhos, a quem esta escolha é imposta.

Lançado no mês passado pela Paulinas, o livro Equilíbrio instável tem como objetivo oferecer ajuda a quem vive a separação, sem julgamentos.

O livro traz depoimentos de filhos adultos de pais separados.

Ennio Pasinetti e Mariella Bombardieri justificam a escolha:

Não nos parecia justo, de um ponto de vista ético e emotivo, entrevistar crianças e adolescentes.

Inicialmente, há um breve histórico sobre a lei do divórcio e também a explicação para o título.

O leitor vai conhecer Marco e Sara, também filhos de pais separados, que estão prestes a se casar. É uma ficção para demonstrar que a instituição ainda sobrevive.

Apesar de ser um assunto que envolve sofrimento e dor, a separação é enfrentada com delicadeza.

O método utilizado para contar tantas histórias de vida acaba se tornando um encontro dos entrevistados com os próprios sentimentos.

Dar voz foi também ressignificar o passado.

Emergiu, então, aquela circularidade relacional que nasce da escuta, da troca, da partilha e que permite iluminar não somente a fragilidade, mas também a força que essas pessoas tiveram ao atravessar o sofrimento e a tensão existencial.

Além das entrevistas, alguns especialistas também fazem parte da obra.

São 152 páginas e o último capítulo é a entrevista com uma mediadora familiar.

Por mais que uma separação ocorra com bom senso e equilíbrio é preciso uma rede de apoio para amparar os envolvidos.

Acredito que até mesmo uma leitura como essa possa proporcionar esse conforto!

Ela teve hiperêmese gravídica, hipovitaminose e um parto normal

Aos dois meses eu tive uma hiperêmese gravídica. Enjoei tudo na vida, não conseguia nem tomar água. Enjoei ar condicionado, não comia nada, tinha que ser internada para ser medicada todos os dias. Litros de soro, vitaminas e complexo B, sendo furada várias vezes para conseguir acesso pela desidratação. Horrível, mas por ela eu poderia ser furada 100 vezes se fosse preciso. Tive infecção urinária, já que não conseguia tomar água e colocava tudo para fora, só conseguia ingerir o mínimo. Algumas vezes, era medicada em casa com uma enfermeira, mas a maioria no hospital, praticamente todos os dias!!! Com isso, tive uma hipovitaminose da vitamina B, que afetou minha função motora, muita dor nas pernas, mãos, câimbras, dormência e muitas quedas (sim, eu não conseguia andar sem ajuda de alguém). Sofri minha última queda com oito meses, até para tomar banho tinha que ir acompanhada com medo de cair no box do banheiro. Muita luta, choro, hospitais, furadas, medicamentos e sofrimento. Vim conseguir comer com quase sete meses, poucas coisas. Tinha noite que eu chorava para comer qualquer coisa e conseguir ficar com isso na barriga. Resultado: era a madrugada vomitando e idas à maternidade. 😭😭 Minha mãe, esposo, família enfim, todos sofriam juntos! Perdi 15 quilos grávida. 😱 Queriam tirar minha bebê a partir das 35 semanas, mas eu sabia que ia conseguir ter parto normal quando ela estivesse pronta! Deus me abençoou tive Valentina de 40 semanas e dois dias de parto normal, com peso e saúde excelente! Eu associava que precisava ter forças nas pernas, mas a força vem de dentro é surreal, fiquei em transe totalmente. Várias vezes gritava que não ia conseguir, duvidava da minha própria capacidade de parir toda hora, meu marido e minha mãe foram fundamentais no meu trabalho de parto ativo. A caminhada foi difícil mas eu consegui, hoje ela está com seis meses de pura gostosura e saúde! E a minha palavra principal é GRATIDÃO a esse Deus maravilhoso que não me deixou desistir de lutar em nenhum momento pela minha baby, onde tantas vezes eu duvidei da minha própria capacidade de parir!!! O que eu quero dizer com esse texto? Apenas que o extinto de mãe supera tudo e qualquer problema.

Relato por  Jéssica