Ler pode ajudar a criança a enfrentar o medo

São apenas quatro letrinhas que juntas pesam uma tonelada.

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Na infância, esse monstro aterroriza criancinhas!

Se o seu filho sofre com algum tipo de medo procure ajuda.

O uso de linguagem metafórica, como a utilizada em contos infantis, pode ser um grande aliado no combate ao medo das crianças.

O livro Apanhando a lua…, de Rosane Villela,  traz 11 histórias em prosa poética e poesia que mesclam diversos temas, como a infância, o imaginário, a maternidade e o medo.

Nesses contos, há desde menino com medo de quadros até menina que conversa com a noite.

As ilustrações de Luiz Maia são aquarelas que recriam pequenas histórias.

Uma leitura envolvente e lúdica como proposta para trabalhar o assunto.

Lidar com as crianças os seus medos é a melhor forma para superá-los!

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Minha vida não é um blog aberto

Oi, gente! O bloguénho está um pouco largadénho.

Estive pensando em encerrar… XY blogs de maternidade bem melhor que o meu!

Ser mãe é o mesmo que virar blogueira. Porque hoje em dia quando nasce um filho nasce também um blog.

Mas que papo é esse? Bem, quando comecei o Blog Palavra de Mãe com o propósito de compartilhar a maternidade nunca quis expor a vida do meu filho ou da minha (mini) família. Até porque eu (acho que) sou uma pessoa um tanto quanto reservada.

Se já postei sobre coisas pessoais sempre busquei preservar o que há de mais importante: nossa intimidade.

Quando eu era somente Carolina (e não Carol de Elton e mãe de Théo) dizia que tinha duas vidas: uma sonhada e outra vivida. Eis que surge uma terceira nas redes sociais.

Você escreve ou mostra o que quiser. Construir um perfil com a melhor foto é como brincar de ser feliz. Sendo verdade… Que mal tem?

Mas existem dias difíceis. Porque a vida é assim mesmo: às vezes nos recolhemos (a nossa insignificância) e em outras queremos mesmo é gritar eufóricos.

E agora, finalmente, chegando onde queria chegar, aleluia que você ainda está aqui lendo tudo isso sem entender nada mas como prova de que é leitor(a) deste queridinho eu te digo que se é para o seu, o meu, o nosso bem: o blog fica!

As emoções podem ser formadas ainda no útero

Quem é mãe já ouviu do pediatra: como foi a gestação/ foi planejada?

Desde a concepção no útero materno, o mecanismo automático de nossa mente inconsciente grava tudo que se passa conosco. Grava as emoções da mãe, seu estado de espírito, sua aceitação ou não da gravidez em curso…

Esse trecho do livro Amor e libertação, lançamento de junho da editora Paulinas, nos mostra a importância de saber o início da vida de cada ser humano.

O autor, Carlos Afonso Schmitt, ensina que com amor e libertação podemos reescrever a nossa própria história.

Muitas vezes, insistimos em cultivar emoções negativas que vão se transformando em culpa, mágoa e ressentimento. Sentimentos que vão travando nossa vida e nos impedindo de seguir novos caminhos.

O livro apresenta o poder curativo do perdão. Através desse ato é possível se libertar das amarras do passado. Dar um novo olhar, ressignificar. Uma leitura excelente para quem busca autoconhecimento e evolução.

“Minha maior expectativa é poder trabalhar plenamente na área que amo e tanto me dedico podendo oferecer o que há de melhor às mulheres natalenses, de acordo com a escolha de cada uma.” Dra. Karina Cavalcanti

Minhas queridas manas e mamas de Natal, nossa cidade ganhou uma obstetra que pratica medicina baseada em evidências. Que presente! Conheci a Doutora Karina ontem e logo fiz o convite para esta entrevista. A foto da capa é o ensaio que ela fez com a fotógrafa Priscilla Amorim. Sim, Antônio vem aí! Além de falar sobre sua profissão, a Dra. Karina contou como é vivenciar sua própria gestação.

Blog Palavra de Mãe – Como foi a escolha pela medicina (obstetrícia)?

Dra. Karina Cavalcanti – Sou pernambucana e recifense, porém fui criada no interior do estado de PE, na cidade de Petrolina. Quis ser médica desde os sete anos de idade, e para perseguir meu sonho aos 15 voltei para Recife, onde estudava e morava em casa de estudantes. Perdi minha mãe aos quatro anos por um câncer hoje curável: o de mama. Minha mãe era médica veterinária e nos poucos anos que convivemos a acompanhei nas madrugadas para fazer alguns partos… Acredito que as duas experiências me fizeram aficionada pela área encantadora e sublime que é a da saúde da mulher!

Blog – O que te fez seguir para a humanização do parto?

Dra. – Comecei a acompanhar partos há seis anos, ainda na faculdade de medicina (UFPE) fiz estágios como monitora de obstetrícia do Hospital das Clínicas da UFPE e também no famoso IMIP. Vi MUITA coisa acontecer… Mas pessoas-chave, especialmente do HC-UFPE, me levaram a acreditar que podemos sempre realizar uma medicina de excelência onde quer que estejamos: principalmente, se trabalhamos com Amor e Dedicação.

Na parte científica , foi no HC-UFPE onde aprendi a praticar medicina baseada em evidências, que nada mais é do que estudos multicêntricos (realizados em vários locais e com grande número de pessoas) que norteiam as “verdades” da prática médica (ou aquilo que é o melhor para a maioria das pessoas em termos de tratamento ou procedimento médico).

Na obstetrícia (área que trata de gestação, parto e puerpério) as “verdades” mudaram muito nas últimas décadas, e grandes foram os avanços! O grande desafio está sendo incorporar essas novas “verdades” na prática de muitos obstetras com longa experiência, por quem tenho profundo respeito e já me ensinaram muito, que ainda trabalham no antigo modelo. Há também diversos mitos na mente das mulheres, que só após alguns anos e com bastante esclarecimento à população poderemos derrubar…

     Trabalho em uma área que não escolhi: foi ela que me escolheu! Por isso mesmo sendo ainda especialidade tão desvalorizada, pratico com muita alegria (mesmo que seja as 4h da madrugada)! Fazer um parto é quase como uma droga, para quem gosta mesmo é algo viciante que te faz entrar em abstinência em pouquíssimo tempo! 😂

Blog – Sobre a vinda para Natal, quais suas expectativas?

Dra. – Vim para Natal atraída pela melhor qualidade de vida e pelo cunhado também médico que já morava aqui, casado com uma médica potiguar. Meu marido é anestesista, também pernambucano, e estamos formando uma equipe que trabalha com parto humanizado sem dor (hospitalar: com analgesia de parto, para as que assim optarem). Muitas mulheres nunca ouviram falar que podem ter um parto normal com pouca dor, algo que é rotina em países como EUA e Canadá. Minha maior expectativa é poder trabalhar plenamente na área que amo e tanto me dedico podendo oferecer o que há de melhor às mulheres natalenses, de acordo com a escolha de cada uma. Além de ginecologista e obstetra, trabalho também na área de cirurgia ginecológica por vídeo e sou terapeuta sexual. Ainda estudando muito e sem pretensão de me aposentar como estudante até uns 80 anos.

Blog – Muitas mulheres adiaram o sonho de ter filho com medo do vírus da zika. Já é possível engravidar sem tanta preocupação? O que é mais importante em um pré-natal para um parto bem sucedido?

Dra. – O pré-natal começa ANTES de engravidar, e hoje essa avaliação pré concepcional está ainda mais importante. Junto com o diagnóstico e controle de doenças já existentes (muitas são descobertas neste momento) e que podem piorar na gravidez, reposição de vitaminas/minerais essenciais para o desenvolvimento do embrião e até mesmo orientações como o uso de repelentes! Preocupação é algo que devemos converter em proação, procurar se cuidar sempre e confiar no seu médico-assistente. O zika parece ter dado uma trégua mas não devemos o esquecer jamais, pois o vetor (mosquito) ainda não foi adequadamente controlado. Hoje sabemos que mais de 80% das complicações do parto poderiam ter sido detectadas e prevenidas pelo pré-natal adequado… Então, ele é essencial para o nascimento de uma mãe e bebê saudáveis.

Blog – Você está grávida, à espera de Antônio, como está sendo gestar…

Dra. – Antônio é um bebê muito esperado, já amado antes de ser. Na verdade, sou da linha grávida/mãe consciente e sei que não é um romance de novela. Estou vivendo cada alegria, cada alívio e cada queixa das minhas pacientes e sei que são bastante limitadoras. Nunca menosprezei nenhum sintoma das pacientes, quem faz pré-natal comigo sabe. Apesar de ser sublime e maravilhoso, gravidez não combina com a vida agitada e sem cuidados da mulher moderna (como era a minha antes de planejar a gravidez). Então, estou tentando seguir minhas próprias recomendações, e não é que dá certo??!! Torcendo agora e ansiosa pelo grande momento: meu parto! Será aqui em Natal, acompanhado por dois colegas que são da linha humanista como eu, respeitando os meus desejos, mas acima de tudo preservando e cuidando da nossa saúde.
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Acompanhem o trabalho da Dra. Karina pelo @drakarinacavalcanti.

Bichinho de estimação {livro infantil}

Muitos são os benefícios que o convívio com animais de estimação traz para as crianças.

Quando Théo quis um bichinho de estimação escolheu um hamster e colocou o nome de Zico que é um macaco no desenho Peixonauta.

Zico fez parte da nossa família durante dois anos (até abril).

Théo sofreu (chorooou) com a partida e fez um desenho mostrando as fases do ciclo de vida do seu bichinho de estimação.

Tenho certeza que ele vai levar essas lembranças na memória.

Mês passado, a editora Paulinas lançou o livro Bichinho de estimação da escritora Edméa Campbells.

Théo leu a história em menos de 15 minutos e já veio me mostrar a última página achando engraçado o desfecho!

Dona Vaca encontrou o Potrinho andando muito triste pelo pasto. Ele havia perdido seu bichinho de estimação. A Vaca resolveu ajudar o amigo a procurar pelo seu bichinho. No meio do caminho encontraram outros animais que também quiseram ajudar. O Macaco, o Pato, o Porco, a Formiga, o Galo, o Gato, todos queriam ajudar o Potrinho a solucionar o mistério. Será que eles conseguiram?

O livro faz parte da coleção “Livros divertidos – Série cadê?” e tem ilustrações aquareladas da desenhista Cris Eich.

Guia para pais e educadores {Infância vivenciada}

Estamos na Semana Mundial do Brincar, uma mobilização que tem como objetivo promover a consciência sobre a importância do brincar. Quem organiza a ação é a Aliança pela Infância, um movimento internacional por uma infância digna e saudável que chegou no Brasil em 2001.

A infância é a fase mais bela da vida. Por isso, valorizo pequenos gestos como mandar um bilhetinho na lancheira ou até mesmo dançar com meu filho. Sei que estou construindo com ele suas memórias afetivas. Ah, o bolo de cenoura com cobertura de chocolate!

Infância COM infância

A psicóloga Patrícia Gimael e a arte-educadora Selma de Aguiar realizaram vários cursos dentro do movimento da Aliança pela Infância e esse projeto acabou virando um livro intitulado Infância vivenciada, publicação da editora Paulinas que me enviou um exemplar.

A criança quer e precisa ter vivências reais e saudáveis.

É um manual que descreve as diversas etapas do desenvolvimento infantil, inclusive, a puberdade e a adolescência. O objetivo é incentivar uma educação lúdica e de valores éticos. Tem versos, histórias, canções, receitas, trabalho manuais (com moldes), confecção de brinquedos e até sugestões para comemoração de aniversário.

Apesar de eu não ser pedagoga (se bem que minha sogra diz que eu tenho jeito de professora), sempre estou buscando conhecimento na área. Justamente, porque gosto de acompanhar com entendimento as fases que Théo passa. E acredito que muitos pais também busquem esse tipo de orientação.

A mãe não  é só aquela que oferece alimento físico, que se esforça para oferecer a melhor educação, mas ela mesma é a portadora da substância que alimenta a alma do seu filho.

Mãe guarda as seringas usadas durante a gestação e o resultado é um ensaio newborn cheio de amor

Foram mais de 300 injeções de anticoagulante também conhecidas como #picadinhasdeamor. Um relato emocionante de uma mãe que enfrentou a trombofilia para realizar o sonho de ter o segundo filho.

Meu nome é Isabel, tenho um filho de 15 anos de uma gestação normal sem nenhuma intercorrência de parto cesariana em 2002. Até os nove anos dele eu não queria ter mais filhos.
Descobri meu segundo positivo em 2011 e me apaixonei de primeira pela ideia da maternidade pela segunda vez. Perdi com seis semanas. Um aborto retido,  doloroso, alma ferida… Já amava muito meu filho.
Em 2013, engravidei novamente depois de tanto tentar e esperar. Perdi também nas mesmas circunstancias do primeiro aborto. Seis semanas, retido, outra curetagem depois de dez dias que soube que ele não tinha mais vida. Sofri tudo!
Não desisti do sonho plantado no meu coração e fui em busca de respostas para as minhas perdas em 2014. Ginecologista,  obstetra, geneticista, hematologista, endócrino  (tive um tumor hipofisário que dificultava engravidar)… Enfim, descubro-me trombofílica. Uma pancada em mim. Não sabia de nada sobre essa condição. Desesperei-me,  achei, por um instante, que talvez não conseguisse mais ser mãe novamente.
Em 2015 o mais esperado positivo… Desespero, alegria, medo, amor tudo junto. Já com o diagnóstico em mãos, sabia que teria que tomar todos os dias uma injeção anticoagulante. Isso seria doloroso mas a alegria de uma nova chance com tratamento me deixava um pouco tranquila.
Na primeira ultrassom, uma grande surpresa… Eram dois, gêmeos.  Eu não cabia em mim, a felicidade era astronômica. Meu Deus… Gêmeos! Família enlouquecida… O medo do tratamento não dar certo e a alegria de ser gêmeos.
Fui na fé…
Sofri dobrado.
Síndrome do transfusor transfundido – STT, trombofilia e cirurgia intrauterina. Primeira internação na MEJC – Maternidade Escola Januário Cicco por uma semana depois de duas tentativas de realizar uma amniocentese sem sucesso. Segunda internação em Recife no IMIP – Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira para realizar a cirurgia intrauterina na tentativa de viabilizar o fluxo sanguíneo para os dois bebês já que só um estava recebendo normalmente e o outro não e também para retirada de 3,5 l de líquido amniótico em excesso. 13 dias de internação, deu tudo certo. Voltei pra casa com meus filhos quase no mesmo peso… Uma semana depois tive uma paralisia facial, quatro dias depois meus bebês não mexeram mais. Perdi-os para a trombofilia.
Pior dia da minha vida… Desejei a morte também. Eles já estavam com 27 semanas, tínhamos todo o enxoval, a família toda envolvida, meu filho ia realiza o desejo de ter um irmão.
O obstetra que me acompanhava disse que eu não tentasse mais. Depressão, choro, desespero, surto, perda de peso, insônia… Muita medicação pra tentar manter o equilíbrio perdido. Eu não tinha mais vida.
Quatro meses depois, já em 2016, pra minha grande surpresa eu estava grávida novamente. Mais uma vez um misto de sentimentos, aflição em pensar que eu poderia viver tudo novamente me destruía. A alegria que senti em saber que mesmo em meio a uma tristeza profunda Deus não tinha esquecido de mim e me dava mais uma oportunidade e eu não podia deixar escapar. Coloquei minha dor de lado e fui cuidar do meu filho que já crescia dentro de mim.
Mais de 300 injeções, AAS*, todas as vitaminas que se pode imaginar. Pré-natal a cada 15 dias, repelente em todo corpo toda hora. E na minha cabeça e coração só se passava: eu vou vencer a trombofilia!
Meu Benício nasceu com 36 semanas tão bem que ficou comigo até o último ponto ser fechado pelo obstetra. Minha família toda na maternidade… Eu tinha sonhado com aquele dia muitas vezes… Hoje ele é minha vida, minha maior alegria junto com o irmão.
Quando descobri a trombofilia, em 2014, entrei em um grupo no Facebook chamado Trombofilia e Gestação. Cada mãe faz uma foto do seu tão sonhado filho com as seringas. Eu eu a fotógrafa optamos pelo coração com ele dentro e tive a ideia de colocar uma na mão dele para passar a mensagem que com o tratamento é possível realizar o sonho de se ter um pequeno mesmo com trombofilia.
Ainda que muito triste com todas as minhas perdas,  no mais profundo do meu íntimo eu sentia que minha história como mãe não tinha acabado ali diante daquela dor insuportável que foi ver meus dois filhos sem vida. Eu ainda teria o colo cheio novamente… Sempre acreditei nisso. Não desistam de um sonho plantado no coração… Deus realiza milagres.
*A aspirina tem efeito anticoagulante.

É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança {provérbio africano}

O dia das mães vem carregado de emoções.

A maternidade envolve tantos sentimentos.

Você quer ter o controle de tudo (mas não tem).

É uma grande responsabilidade (talvez a maior de todas).

Daí que nasce a famigerada da culpa (da mãe, é claro).

E onde eu quero chegar? Na aldeia. Uma rede ativa de apoio.

Por uma maternidade com mais acolhimento e menos julgamento.

A gente sabe que filho não vem com manual.

É uma descoberta maravilhosa mas desafiadora.

Você testa seus conhecimentos e limites.

Sempre tentando acertar mesmo falhando.

Nós, mulheres mães, merecemos respeito.

Cada uma escolhe sua maternagem.

Nenhuma nos faz melhor ou pior.

Vamos distribuir mais amor e empatia.

Principalmente, para as mães solos.

Juntas nos fortalecemos!

Leitura para os pequeninos

O que cabe na barriga de um gatinho? E na cabeça de uma criança?

Cabe… Fê vai mostrar que cabe tudo o que a imaginação quiser!

O livro faz parte da coleção Criantiva da Paulinas Editora.

Com uma linguagem descontraída e ilustrações bem coloridas, os pequeninos vão se divertir!

É uma história engraçada e lúdica, desenhada pelo autor, o próprio Fê.

Uma boa leitura para despertar a curiosidade e criatividade!

A separação dos pais narrada pelos filhos {Livro}

Não sou filha de pais separados nem separada. Mas imagino o quanto traumática é uma separação. Principalmente, quando se tem filho.

Quanto menores as crianças, mais a comunicação verbal deve ser fática, ou seja, com mensagens simples, mas mantendo o canal de comunicação aberto para que façam perguntas à medida que sintam necessidade. É preciso dar tempo aos filhos para reelaborar o luto; os pais devem ter paciência e compreender que, se não é fácil para eles viver este acontecimento, será ainda menos para os filhos, a quem esta escolha é imposta.

Lançado no mês passado pela Paulinas, o livro Equilíbrio instável tem como objetivo oferecer ajuda a quem vive a separação, sem julgamentos.

O livro traz depoimentos de filhos adultos de pais separados.

Ennio Pasinetti e Mariella Bombardieri justificam a escolha:

Não nos parecia justo, de um ponto de vista ético e emotivo, entrevistar crianças e adolescentes.

Inicialmente, há um breve histórico sobre a lei do divórcio e também a explicação para o título.

O leitor vai conhecer Marco e Sara, também filhos de pais separados, que estão prestes a se casar. É uma ficção para demonstrar que a instituição ainda sobrevive.

Apesar de ser um assunto que envolve sofrimento e dor, a separação é enfrentada com delicadeza.

O método utilizado para contar tantas histórias de vida acaba se tornando um encontro dos entrevistados com os próprios sentimentos.

Dar voz foi também ressignificar o passado.

Emergiu, então, aquela circularidade relacional que nasce da escuta, da troca, da partilha e que permite iluminar não somente a fragilidade, mas também a força que essas pessoas tiveram ao atravessar o sofrimento e a tensão existencial.

Além das entrevistas, alguns especialistas também fazem parte da obra.

São 152 páginas e o último capítulo é a entrevista com uma mediadora familiar.

Por mais que uma separação ocorra com bom senso e equilíbrio é preciso uma rede de apoio para amparar os envolvidos.

Acredito que até mesmo uma leitura como essa possa proporcionar esse conforto!