A separação dos pais narrada pelos filhos {Livro}

Não sou filha de pais separados nem separada. Mas imagino o quanto traumática é uma separação. Principalmente, quando se tem filho.

Quanto menores as crianças, mais a comunicação verbal deve ser fática, ou seja, com mensagens simples, mas mantendo o canal de comunicação aberto para que façam perguntas à medida que sintam necessidade. É preciso dar tempo aos filhos para reelaborar o luto; os pais devem ter paciência e compreender que, se não é fácil para eles viver este acontecimento, será ainda menos para os filhos, a quem esta escolha é imposta.

Lançado no mês passado pela Paulinas, o livro Equilíbrio instável tem como objetivo oferecer ajuda a quem vive a separação, sem julgamentos.

O livro traz depoimentos de filhos adultos de pais separados.

Ennio Pasinetti e Mariella Bombardieri justificam a escolha:

Não nos parecia justo, de um ponto de vista ético e emotivo, entrevistar crianças e adolescentes.

Inicialmente, há um breve histórico sobre a lei do divórcio e também a explicação para o título.

O leitor vai conhecer Marco e Sara, também filhos de pais separados, que estão prestes a se casar. É uma ficção para demonstrar que a instituição ainda sobrevive.

Apesar de ser um assunto que envolve sofrimento e dor, a separação é enfrentada com delicadeza.

O método utilizado para contar tantas histórias de vida acaba se tornando um encontro dos entrevistados com os próprios sentimentos.

Dar voz foi também ressignificar o passado.

Emergiu, então, aquela circularidade relacional que nasce da escuta, da troca, da partilha e que permite iluminar não somente a fragilidade, mas também a força que essas pessoas tiveram ao atravessar o sofrimento e a tensão existencial.

Além das entrevistas, alguns especialistas também fazem parte da obra.

São 152 páginas e o último capítulo é a entrevista com uma mediadora familiar.

Por mais que uma separação ocorra com bom senso e equilíbrio é preciso uma rede de apoio para amparar os envolvidos.

Acredito que até mesmo uma leitura como essa possa proporcionar esse conforto!

Por uma paternidade mais ativa

Homens empoderados… #TáTendo

Fico muito feliz quando vejo um pai participativo!

Alguns precisam de um empurrãozinho outros já desenrolam fácil.

A parceria entre mães e pais traz benefícios para a família reforçando vínculos afetivos saudáveis.

É super importante também para a valorização de modelos masculinos positivos.

Acredito que nunca a figura paterna esteve tão voltada para o acolhimento com empatia.

Esse reposicionamento é fundamental para o crescimento dos filhos.

O pai também tem que prover as necessidades da criança e a mãe precisa dar essa abertura.

A gente passa nove meses carregando, a madrugada amamentando…

Que tal deixar o banho para o pai (tem dica aqui)?!

Leia também este post ainda mais esclarecedor sobre o assunto.

E você, que tipo de pai é? Conta pra gente nos comentários!

Filhos do coração {histórias de adoção}

Roberto e Ana tentaram engravidar mas não conseguiram e fizeram uma inseminação, que também não deu certo. Foi então, que o casal realizou o desejo através da adoção. Primeiro veio Antônio e, três anos depois, Helena.

Cineasta, Berliner e a mulher gravaram os primeiros 11 anos da filha que resultou no curta-metragem “Buscando Helena”. Algumas cenas foram usadas no documentário “Histórias de adoção”, do canal GNT.

A série documental, que estreou no mês passado, tem 13 episódios. Algumas questões são exploradas com depoimentos de famílias que passaram pelo processo de adoção. Impossível não se emocionar! São histórias de pais e filhos que a vida uniu. Como a do Cadu, carioca que foi morar em São Paulo.

O que também toca o coração é a música “Portão”, composta especialmente para a série por Lula Queiroga. Abaixo, o clipe com crianças que também foram adotadas. Pegue um lencinho para enxugar as lágrimas!

Até que um dia enfim, você faz parte de mim.

“Gabriel possibilitou algumas reflexões sobre temas que passaram a pertencer ao nosso cotidiano e projeto de vida.” {Gonzalo Lopez}

Gabriel tem três aninhos e dispara qualquer fofurômetro com seu sorriso!

Dois dias após o seu nascimento, seus pais descobriram que ele tinha o cromossomo do amor!

A partir de então, Gonzalo e Roberta abraçaram a causa em busca pela inclusão e efetivação dos direitos para garantir ao primogênito uma vida com respeito e oportunidades.

Gonzalo é professor e advogado. Depois que o Gabriel nasceu ele voltou a estudar para poder se engajar na militância.

Hoje, Dia Internacional da Síndrome de Down, convidei Gonzalo para esta participação no  blog!

Qual foi a mudança que Gabriel trouxe para a vida de vocês?

O nascimento do Gabriel nos possibilitou percebermos o mundo de uma forma muito mais diversa e plural. Saímos da caixa. Foi um descortinar de novas perspectivas e objetivos. Todo filho gera uma grande reflexão e muitas mudanças, o Gabriel possibilitou algumas reflexões sobre temas que passaram a pertencer ao nosso cotidiano e projeto de vida.

Ontem aconteceu a 11ª CaminhaDonw (no Rio), o que representou esse encontro?

A caminhada é uma forma de luta e confraternização e que, sobretudo diante da invisibilidade e falta de eficácia dos direitos se faz necessária. As pessoas com síndrome de Down ainda enfrentam muitas dificuldades nas escolas e em outros ambientes fundamentais para o convívio em coletividade.

Há uma grande sinergia para realização da caminhada. O RJ Down já realiza há anos e começou com familiares se mobilizando. Ontem foram 3 mil pessoas, segundo a PMERJ, dezenas de voluntários e valiosas parcerias com o Movimento Down, o Ministério Público do Rio de Janeiro, a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, o Coletivo de Advogados do Rio de Janeiro, a Banda Oficial, as Mulheres Parceiras, o PROAT e o Centro Cultural, todos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a IpaBebe, os palhaços da Presente da Alegria, personagens da Bibbbidi Bobbidi Boo, a Renata Novelino Balões, a Poppin Festas e mais!

Como foi a participação na campanha da Bb básico?

Foi uma maravilhosa ação de publicidade inclusiva da marca. Inicialmente, o Gabriel foi convidado para participar da campanha e, esse ano, para nossa alegria, a família inteira foi convidado, inclusive, nossa afilhada. Foi maravilhoso, conhecemos pessoas maravilhosas e super antenadas com nossa busca por uma sociedade mais diversa! Tem sido uma alegria enorme participar de uma campanha com tanto valor.

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Gabriel ao lado do seu irmãozinho Tiago

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Conheci essa família linda em agosto do ano passado no programa Boas-Vindas do GNT. Foi o episódio mais emocionante! Clica aqui para assistir.

Eles se casaram depois dos filhos

E quando os filhos surgem antes do casamento?

Alguns casais vão morar juntos e deixam a cerimônia para depois…

É como se o sonho ficasse adormecido por um tempo.

Mas um dia ele acorda e volta o desejo de muitas mulheres: vestir-se de noiva.

A festa fica ainda mais especial com a participação dos filhos de pajens ou daminhas.

Entrei em contato com o blog Casando sem Grana pedindo ajuda para encontrar histórias de casais que resolveram se casar depois dos filhos crescidos.

Recebi alguns depoimentos e resolvi reunir todos aqui.

Meu nome é Selma, estou com meu marido há nove anos e temos dois filhos (6 e 8 anos) que entrarão com as alianças. Queremos nos casar em janeiro de 2017, quando completamos 10 anos de união estável. Mas acredita que é um sonho do meu marido, nunca tive desejo de casar.

Eu moro junto há 12 anos e temos três filhos (10, 7 e 4 anos). Vamos nos casar em abril. (Suelen)

Tenho uma filha de 1 ano e 7 meses e eu e meu noivo resolvemos casar depois de ter ganho ela.. Vamos nos casar março de 2017. (Kamilla)

Me chamo Fernanda e tenho dois meninos um de 4 anos e outro de 1 ano e 7 meses. Eu e meu marido estamos casados há 6 anos e juntos há 13 anos. Quando resolvemos casar não tínhamos dinheiro pra fazer do jeito que sempre sonhei. Então optamos por casar somente no Civil e reunir alguns amigos e familiares. Foi uma delícia mas sempre fica um gostinho de entrar no vestido de noiva. rs

Vi que está em busca de casais que após anos juntos decidiram oficializar a união. Esse é meu caso. Após 13 anos juntos dois filhos resolvemos casar. Foi incrível! (Janyne)

Casei em 2013 e meus filhos (12 e 9 anos) que entraram com as alianças. (Roberta)

Eu me casei ano passado e minhas princesas foram nossas damas! Foi muito emocionante! (Karina)

Eu me caso em abril, juntos há 4 anos com um filho de 2 anos. (Juliana)

Eu e meu esposo vamos nos casar em agosto e nosso filho tem 5 anos. (Silvana)

Eu e meu marido nos casamos ano passado. Meu filho já estava com 9 e minha filha com 7! (Julita)

Casei o ano passado, depois de 25 anos morando juntos, nosso filho tem 14 anos, ele entrou de braços dados comigo na cerimônia, foi bem emocionante. (Marli)

Estou com meu marido há quase 17 anos. Temos dois filhos: uma de 15 e outro de 9 anos e ainda pretendemos nos casar… Só não sei quando!!! (Rosi)

Caso dia 5 de novembro e tenho um casal de gêmeos de 3 anos. (Marcela)

Eu e meu marido já tínhamos nossa princesa com 7 anos, quando nos casamos no ano passado e ela foi a única daminha, foi muito lindo ver a emoção dela entrando com as alianças. (Laís)

Olá! Me chamo Camila, meu marido Robson e nos casamos na igreja quando nossa filha tinha 3 anos, mesmo já morando juntos desde o seu nascimento. Em 26/03 completaremos 13 anos juntos. Somos de Niterói/RJ. Seguem algumas fotos.

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Se você leu este post e ficou com vontade de oficializar e festejar a união em família, confira esta matéria com dicas para realizar um casamento com filhos!

Como cuidar do uniforme escolar das crianças

Início de ano, volta às aulas… Farda nova!

Aqui, Théo continua na mesma escola mas passou para o ensino fundamental e tivemos que comprar o novo fardamento (incluindo roupa para educação física e casaco).

Até ano passado, ele tinha um conjunto para cada dia. Isso facilitava demais pois eu já deixa tudo pronto no domingo! Por enquanto, estou com quatro camisas e dois shorts.

Para manter tudo limpinho e conservado é importante saber como lavar e tirar as manchas sem estragar o tecido.

Recebi da Unilever esse material com instruções para cuidados com o uniforme e achei válido postar aqui! Confira.

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As férias acabaram e é hora de cuidar dos uniformes dos filhos que já retornaram às aulas. Como são usados todos os dias pelas crianças e lavados regularmente, é necessário atenção redobrada para manter a duração máxima dessas peças de roupa.

Alguns hábitos incorretos na lavagem podem acarretar em um desgaste ainda maior no tecido. Entre eles, o tempo excessivo no momento da lavagem, o uso da força além do necessário ou a retirada de alguma mancha mais difícil com alvejantes clorados.

Para ajudar no momento da lavagem, garantindo praticidade e economia, as marcas OMO e COMFORT, líderes em cuidado com as roupas, prepararam algumas dicas para que os uniformes das crianças fiquem em boas condições durante o ano todo.

1)    Separe os uniformes e lave as peças da mesma cor e mesmo tecido juntos para evitar recebimento ou transferência de cor e desgaste no tecido;

2)    Olhe bem a peça antes de lavar e confira se tem alguma mancha. Se possuir, utilize OMO Tira Manchas – que elimina a sujeira pesada de forma conveniente, direto na máquina e sem a necessidade de esfrega,

3)    Para melhores resultados, utilizar sempre a dosagem recomendada de todos os produtos, que consta nas embalagens. É importante ressaltar que detergentes em pó devem ser diluídos em água antes do contato com a roupa. Além disso, evite passar escova com cerdas duras para tirar a sujeira. No caso de molho, não ultrapasse 2h para evitar mau cheiro nas peças;

4)    Para obter maciez e o perfume das roupas por mais tempo, utilize um bom amaciante no final do processo de lavagem. Por amaciar as fibras dos tecidos, ele garante a durabilidade das peças, deixando-as com o aspecto de novas, além do perfume duradouro. A recomendação é o COMFORT Original com novo perfume mais duradouro. Por ser concentrado, meia tampinha do produto é suficiente para uma máquina cheia.

5)    Na hora de colocar as roupas no varal, intercale peças mais grossas com outras mais finas, assim o ar circula melhor. Evite também deixar o varal com muitas roupas, isto dificulta o processo de secagem e elas podem ficar com mau cheiro se o tempo de secagem for muito longo.

6)    Seque o uniforme na sombra para evitar desbotamento;

7)    Se for usar a secadora de roupas, leia a etiqueta da peça para confirmar se ela pode ser colocada neste tipo de equipamento e descubra qual temperatura adequada para evitar danos;

8)    Se a peça tiver estampa, passe à ferro do avesso e com temperatura amena. E se o tecido for 100% poliéster, use protetor de ferro ou um paninho entre o ferro e a roupa para não marcá-la ou danificá-la.

Aproveite as férias para se divertir com os filhos

O final do ano é um dos momentos mais propícios para reunir toda a família. Enquanto os pequenos ganham férias escolares, a maioria dos pais tem pelo menos um recesso próximo às festas de fim de ano. Nesse tempo livre, o que mais queremos e precisamos é de um período de descanso. Porém, é importante dedicar algumas horas do dia para brincar com os filhos.

Aproveite esses raros dias que todos estão em casa para se aproximar e até conhecer melhor as crianças. Seja qual for a atividade escolhida, estar com eles será fundamental para estreitar relacionamentos. Essa convivência dá confiança aos filhos, o que será importante em momentos futuros.

Como eles são os reis da diversão, deixe com as crianças a responsabilidade de programar as brincadeiras. É claro que você pode – e deve – orientá-los nesses momentos. Entre um pega-pega e um esconde-esconde, procure inventar ou incentivar atividades que ofereçam algum aprendizado. Mesmo de férias, nunca é exagero adquirir um conhecimento extra, que pode estar presente em livros, jogos e aplicativos.

Mas se você realmente precisar relaxar (até porque sabemos como é o pique das crianças), é possível transformar até a hora do descanso em um momento de convivência com os filhos. Diante de tanta correria, passeios e informações, é sempre interessante programar alguma atividade mais tranquila, sem sair de casa. Às vezes um almoço preparado com a ajuda das crianças pode unir a família e divertir muito mais do que um passeio no shopping, por exemplo.

Mesmo com todas essas dicas, lembre-se que nada em exagero faz bem. As crianças também precisam de um espaço, procure garantir isso a elas. Ainda que de forma diferente, os pequenos também vêm de um ano “regrado” na escola e merecem um tempo para ficar com os amigos ou até sozinhos.

Portanto, é possível e recomendável fazer de tudo nas férias: brincar, passear, descansar, aprender, ficar em casa, sair e o que mais vier a cabeça. Aproveite que esse pode ser um dos únicos momentos do ano que você terá tempo para tudo isso. Independente da atividade escolhida, o que importa é estar em família, em um clima tranquilo e feliz, para que 2016 comece com o pé direito.

Por Fabiany Lima, mãe de Gêmeas e escritora de livros infantis. Ela criou o aplicativo Timokids, que oferece livros e jogos socioeducativos com ilustrações em 3D narrados e legendados em três idiomas e que estimula a interação da família.