Cultura, a gente vê por aqui

Ah, que título mais clichê. Perdoa?

Estou em falta com o bloguito.

Ontem levamos Théo  ao teatro, voltamos tarde e o blog ficou sem post.

Ainda liguei o computador mas estava tão cansada que me rendi ao sono.

O espetáculo foi lindo, amei o cenário e o figurino.

Um texto com muito amor e humor que encantaram o meu pequeno.

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Mas tem algo que as fotos não podem revelar: a doce voz da Badú Morais.

Se você perdeu vai ter outra apresentação em dezembro, na praça de Mirassol.

Na saída, passamos pela frente do cinema e vejo o cartaz do FICI.

Esse projeto é muito bacana e já fomos com Théo na edição retrasada.

Assistimos ao filme Arthur Christmas (Operação Presente) e ganhamos uma revistinha bem legal.

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O Festival traz cem filmes na programação, entre longas e curtas-metragens. Confira aqui a programação.

Serviço:

  • Festival Internacional de Cinema Infantil – FICI
  • Período: 31 de outubro a 9 de novembro
  • Local: Cinemark Midway Mall

O nome das coisas

Outro dia, estava na livraria e perguntei ao vendedor se tinha Marcelo, marmelo, martelo. Não tinha.

Era uma fase que Théo queria entender o nome das coisas.

– Por que árvore se chama árvore?

– Porque sim.

Não sabia explicar, mas estava preocupada em dar respostas vazias e, por isso, fui procurar o livro.

Depois, em uma feira de livros, encontrei uma história bem parecida e comprei (posso fazer um post).

Impossível dar uma aula de linguística para uma criança de seis anos… Pula!!!

Na cabecinha dele, Deus criou todas as coisas e deve ter sido Ele quem inventou as palavras.

Em suas Confissões, Santo Agostinho também acreditava que as palavras são obra divina.

É natural que a criança procure encontrar a lógica entre o nome e a coisa.

As interrogações surgem na infância porque perguntar faz parte da construção de sentido.

E, há umas duas semanas, veio na agenda da escola um comunicado sobre uma peça teatral.

Marcelo, marmelo, martelo (e outras histórias), adaptação inspirada no livro homônimo.

O projeto A escola vai ao teatro, do Grupo Vemart, é uma aula de campo com o objetivo de levar a linguagem teatral para os alunos através da literatura.

Em cena, Marcelo, Gabriela, Teresinha e Caloca vivem situações típicas do dia a dia.

Escrita há trinta e três anos, a obra é a mais conhecida de Ruth Rocha e em 2011 ganhou uma nova versão.

Marcelo mostra que é possível brincar com as palavras criando o próprio linguajar. Leite = suco de vaca.

Aproveitei que já sabia da história para trocar ideias com Théo, que gostou de ir ao teatro e assistir à peça.

Inclusive, o dever de casa hoje foi relacionado ao conteúdo e isso faz parte da proposta para que não seja apenas lazer.

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Um programa para a família inteira

A Cia. Teatral Dueto traz novamente para Natal o espetáculo Mamãe Retrô. Eu assisti a essa apresentação no ano passado na escola de Théo, em comemoração ao Dia das Mães. O roteiro tem: Balão Mágico, Trem da Alegria, Sítio do Pica-pau Amarelo, Xuxa, He Man, Forte Apache, Aquaplay, Pogobol, boneca Susi, Fofolete, Falcon e bala Xaxá. Uma viagem ao túnel do tempo para mim e para ele, a descoberta de novos personagens.

Para quem é daqui e já passou dos 30 vai relembrar dos bailes no Clube América, regados ao som de Eliane e Beto Barbosa e das festinhas americanas com a pegada rock n’roll,do RPM. Já imaginou tudo isso embalado pelos clássicos que marcaram a época? A peça é um sucesso entre adultos e crianças!

É incrível a receptividade que temos observado no público. É muito gostoso cultuar e reviver o que foi bom nas nossas vidas. A saudade pode ser uma aliada de momentos alegres, como os que se passam na história. A ideia do Mamãe Retrô é fazer com que pais vivam mais uma vez o que ficou guardado nas lembranças e que crianças também se encantem com a infância que um dia foi de seus pais. Não há espaço pra nostalgia. A proposta é mostrar que tudo o que vivemos outrora serviu para construir o que somos hoje.

Victor Ferreira, diretor da Cia. Teatral Dueto.

A sessão de reestreia acontece na próxima quinta (feriado), às 17h, no Teatro Alberto Maranhão. Os ingressos antecipados já estão à venda na Loja PUC do Midway Mall ou na bilheteria do TAM, ao preço de R$40 (inteira) e R$20 (meia).

Programa-se e leve sua família para curtir essa peça com histórias da infância, adolescência e vida adulta. Brincadeiras, namoricos e, por fim, a realidade da mãe moderna (eu, você, todas nós). Cenas que encantam e divertem a plateia. E quem quiser ver outra vez: a nova temporada vem com uma novidade!

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