Tudo o que você precisa saber sobre ser mãe em tempo integral

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Sou Flávia, tenho 41 anos, casada há 12. Temos um lindo casal de filhos, o mais velho com 6 anos e a caçula com 1 ano e 2 meses.

Há 8 meses, recém voltada da minha segunda licença maternidade, fui dispensada da empresa há qual havia trabalhado por 11 anos como designer gráfica. Resolvi então não sair correndo atrás de outro emprego, mas sim me dedicar aos meus filhos, principalmente a Juliana, que ainda tinha 7 meses.

Ficando em casa com as crianças pude participar de cada momento de descobertas, marcos de desenvolvimento, de crescimento e amadurecimento. Pude estar presente no dia-a-dia, buscar na escola, cuidar de perto, tratar a febre ou o dodói, brincar no meio da tarde, ir a piscina, fazer refeições juntos, dever de casa, resolver conflitos, educar de perto, educar presente.

Deixando de trabalhar fora, pude vivenciar isso tudo, porém não só abri mão do salário e da carreira, mas também de tudo que um emprego envolve:  informações novas diariamente, café da tarde, almoço com os amigos, convívio social diário, bate-papo sobre coisas variadas, pesquisa na internet, troca de ideias, leitura de um livro no deslocamento casa/trabalho, confraternizações na empresa, brincadeiras no ambiente de trabalho etc. Na hora do almoço, comer com calma, degustar uma sobremesa, andar na rua e poder resolver coisas rotineiras, fazer unha, malhar, comprar uma roupa ou um presente.  Abri mão de tudo que um emprego engloba, de um tempo só meu, de um expediente que tem hora para começar e acabar.

Ser mãe tempo integral tem seu lado maravilhoso, mas também seu lado penoso. É um cansaço extremo que não tem cargo, salário ou horário, um cansaço resultante de se dedicar total e exclusivamente aos filhos, muitas vezes sem reconhecimento. São dias de muitos altos e baixos, uns dias extremamente felizes e gratificantes, outros que dá vontade de jogar tudo pro alto e sair correndo. A recompensa é ganhar um desenho cheio de corações, receber beijos carinhosos sem pedir, é ver seus filhos emocionalmente bem resolvidos, sem carência de presença materna, é ver o resultado de sua dedicação refletindo no caráter dos pequenos.

Agora a caçula também vai pra creche meio período, e vou poder, pelo menos por algumas horas, voltar a me dedicar a alguma atividade remunerada, e equilibrar a Flávia mãe com a Flávia profissional. Tenho buscado esse equilíbrio na minha mais nova empreitada, a Beiral de Casa, uma página criada para compartilhar minhas criações caseiras.

Eu encaro essa fase Mãe Integral como um valioso investimento, não financeiro, pois meu salário está fazendo bastante falta, mas um investimento na saúde, educação e futuro dos meus filhos. Afinal, o que são alguns meses perante uma vida toda.

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“Tentei resumir porque senão ia escrever um livro!”, avisou-me Flávia quando enviou esse depoimento.

Pois eu adoraria ler seu livro!

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Flávia, muito obrigada por ter aberto seu coração para o Blog Palavra de Mãe.

Tudo que você escreveu é a maternidade na real.

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A Flávia é artista plástica por formação e uma arteira por paixão. Criativa, fez os quartos e festinhas dos filhos. Veja as fotos lá na página do Beiral.