É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança {provérbio africano}

O dia das mães vem carregado de emoções.

A maternidade envolve tantos sentimentos.

Você quer ter o controle de tudo (mas não tem).

É uma grande responsabilidade (talvez a maior de todas).

Daí que nasce a famigerada da culpa (da mãe, é claro).

E onde eu quero chegar? Na aldeia. Uma rede ativa de apoio.

Por uma maternidade com mais acolhimento e menos julgamento.

A gente sabe que filho não vem com manual.

É uma descoberta maravilhosa mas desafiadora.

Você testa seus conhecimentos e limites.

Sempre tentando acertar mesmo falhando.

Nós, mulheres mães, merecemos respeito.

Cada uma escolhe sua maternagem.

Nenhuma nos faz melhor ou pior.

Vamos distribuir mais amor e empatia.

Principalmente, para as mães solos.

Juntas nos fortalecemos!

Leitura para os pequeninos

O que cabe na barriga de um gatinho? E na cabeça de uma criança?

Cabe… Fê vai mostrar que cabe tudo o que a imaginação quiser!

O livro faz parte da coleção Criantiva da Paulinas Editora.

Com uma linguagem descontraída e ilustrações bem coloridas, os pequeninos vão se divertir!

É uma história engraçada e lúdica, desenhada pelo autor, o próprio Fê.

Uma boa leitura para despertar a curiosidade e criatividade!

A separação dos pais narrada pelos filhos {Livro}

Não sou filha de pais separados nem separada. Mas imagino o quanto traumática é uma separação. Principalmente, quando se tem filho.

Quanto menores as crianças, mais a comunicação verbal deve ser fática, ou seja, com mensagens simples, mas mantendo o canal de comunicação aberto para que façam perguntas à medida que sintam necessidade. É preciso dar tempo aos filhos para reelaborar o luto; os pais devem ter paciência e compreender que, se não é fácil para eles viver este acontecimento, será ainda menos para os filhos, a quem esta escolha é imposta.

Lançado no mês passado pela Paulinas, o livro Equilíbrio instável tem como objetivo oferecer ajuda a quem vive a separação, sem julgamentos.

O livro traz depoimentos de filhos adultos de pais separados.

Ennio Pasinetti e Mariella Bombardieri justificam a escolha:

Não nos parecia justo, de um ponto de vista ético e emotivo, entrevistar crianças e adolescentes.

Inicialmente, há um breve histórico sobre a lei do divórcio e também a explicação para o título.

O leitor vai conhecer Marco e Sara, também filhos de pais separados, que estão prestes a se casar. É uma ficção para demonstrar que a instituição ainda sobrevive.

Apesar de ser um assunto que envolve sofrimento e dor, a separação é enfrentada com delicadeza.

O método utilizado para contar tantas histórias de vida acaba se tornando um encontro dos entrevistados com os próprios sentimentos.

Dar voz foi também ressignificar o passado.

Emergiu, então, aquela circularidade relacional que nasce da escuta, da troca, da partilha e que permite iluminar não somente a fragilidade, mas também a força que essas pessoas tiveram ao atravessar o sofrimento e a tensão existencial.

Além das entrevistas, alguns especialistas também fazem parte da obra.

São 152 páginas e o último capítulo é a entrevista com uma mediadora familiar.

Por mais que uma separação ocorra com bom senso e equilíbrio é preciso uma rede de apoio para amparar os envolvidos.

Acredito que até mesmo uma leitura como essa possa proporcionar esse conforto!

Ela teve hiperêmese gravídica, hipovitaminose e um parto normal

Aos dois meses eu tive uma hiperêmese gravídica. Enjoei tudo na vida, não conseguia nem tomar água. Enjoei ar condicionado, não comia nada, tinha que ser internada para ser medicada todos os dias. Litros de soro, vitaminas e complexo B, sendo furada várias vezes para conseguir acesso pela desidratação. Horrível, mas por ela eu poderia ser furada 100 vezes se fosse preciso. Tive infecção urinária, já que não conseguia tomar água e colocava tudo para fora, só conseguia ingerir o mínimo. Algumas vezes, era medicada em casa com uma enfermeira, mas a maioria no hospital, praticamente todos os dias!!! Com isso, tive uma hipovitaminose da vitamina B, que afetou minha função motora, muita dor nas pernas, mãos, câimbras, dormência e muitas quedas (sim, eu não conseguia andar sem ajuda de alguém). Sofri minha última queda com oito meses, até para tomar banho tinha que ir acompanhada com medo de cair no box do banheiro. Muita luta, choro, hospitais, furadas, medicamentos e sofrimento. Vim conseguir comer com quase sete meses, poucas coisas. Tinha noite que eu chorava para comer qualquer coisa e conseguir ficar com isso na barriga. Resultado: era a madrugada vomitando e idas à maternidade. 😭😭 Minha mãe, esposo, família enfim, todos sofriam juntos! Perdi 15 quilos grávida. 😱 Queriam tirar minha bebê a partir das 35 semanas, mas eu sabia que ia conseguir ter parto normal quando ela estivesse pronta! Deus me abençoou tive Valentina de 40 semanas e dois dias de parto normal, com peso e saúde excelente! Eu associava que precisava ter forças nas pernas, mas a força vem de dentro é surreal, fiquei em transe totalmente. Várias vezes gritava que não ia conseguir, duvidava da minha própria capacidade de parir toda hora, meu marido e minha mãe foram fundamentais no meu trabalho de parto ativo. A caminhada foi difícil mas eu consegui, hoje ela está com seis meses de pura gostosura e saúde! E a minha palavra principal é GRATIDÃO a esse Deus maravilhoso que não me deixou desistir de lutar em nenhum momento pela minha baby, onde tantas vezes eu duvidei da minha própria capacidade de parir!!! O que eu quero dizer com esse texto? Apenas que o extinto de mãe supera tudo e qualquer problema.

Relato por  Jéssica

Carta para minha filha

Filha, esta carta é para te lembrar o quão especial é ser mulher.
Mas por favor: antes de enumerar mil e um motivos sobre o que você leu do quão difícil é ser mulher nos dias de hoje, permita-se ouvir.
Nós temos o poder de sentir o invisível: de agir com o amor, mesmo agindo com a razão (quem foi que te disse que essas duas coisas não podem andar de mãos dadas?!).
Quem é capaz de gerar uma vida, é realmente o oposto do sexo frágil.
Desejo que você sinta seu coração palpitar por muitas e muitas pessoas. Que você acorde querendo distribuir amor, e que isso não seja visto como um problema para aquele(a) que você escolher dividir a vida.
Que você faça muitos corações pulsar tendo garra para lutar contra toda e qualquer injustiça.
Que você diariamente se proponha a ser a mudança que você quer ver no mundo.
Que você cuide do mundo todo, unindo a mistura que só nós mulheres conseguimos unir: coragem e doçura.
Que siga sendo o equilíbrio entre força e leveza.
Desejo que você multiplique seu tempo se isso te der prazer. E quando não te der, que você aceite que não dá pra abraçar o mundo todo de uma só vez.
Que você um dia experimente a sensação deliciosa de ser mãe, se essa for sua vontade. E se não for, que você possa ter por perto, muitas e muitas crianças para te lembrarem diariamente o que realmente importa na vida e como é fácil ser feliz.
Aliás, não se preocupe em querer ter o melhor currículo. Ou se preocupe se isso aquecer seu coração. Mas lembre-se que mesmo tendo pós-doutorado e muitos MBA’s , o que você vai aprender de mais valioso, acontecerá durante a troca de experiências com alguém.
Não deixe que te façam acreditar no “milagroso poder do Diazepam”. Saiba que existe algo chamado sororidade que é muito mais eficiente. E para isso, seja parceira. Abrace suas amigas, ofereça seu colo, seja o porto seguro uma da outra. O universo é generoso com quem deixa a porta do coração aberta.
Não acredite também no “Projeto Verão” daquela blogueira diva. Ela recusa vários cafés da tarde com boas amigas para “conquistar” aquela barriga chapada. Não se empenhe em “conquistar” coisas a mais. Ou kg a menos. Você não precisa disso pra ser feliz. Conquiste pessoas, isso sim valerá a pena!
Cuide do seu corpo por ele ser o templo que envolve sua alma. Aliás, cuide de sua alma ainda mais. A beleza interior transborda pro externo.
Seja aquilo que você quiser ser. Permita-se escolher toda e qualquer profissão ou atividade, e use como maior critério nessa escolha, aquilo que te faz feliz.
Seja bailarina se assim você quiser. Ame cor de rosa, vestidos, e saiba tudo sobre as princesas se isso for motivo pra fazer seu coração disparar. Senão, saiba que tá cheio de outras coisas e cores que podem te fazer feliz.
Seja jogadora de rugby se isso te fizer sorrir. Entenda que você pode ser tudo que sonhar: de trapezista de circo a presidente da ONU.
Dance com a vida. Sorria quando te disserem que você não está preparada para determinada situação. Não se deixe abater, escute somente seu coração e siga em frente naquilo que você se propuser a fazer.
Aceite seu corpo; seu cabelo e mude somente quando (e se) isso for sua vontade própria.
Não enxergue a maquiagem como sua melhor amiga. Tá cheio de mulheres incríveis por aí, dispostas a serem suas amigas, que vão te fazer gargalhar e proporcionar momentos deliciosos, te deixando ainda mais maravilhosa que o kit completo da MAC.
Escolha qual mídia te representa. Escolha qual mulher você admira. E se isso não for opinião da grande maioria, não se preocupe, as diferenças existem para serem celebradas!
Escolha pra dividir a vida alguém que saiba que somos incansáveis, e que ao mesmo tempo, esteja disposto a ser seu melhor aconchego. Não aceite nada menos do que RECIPROCIDADE: seja no amor, seja no cuidado com a família, seja na divisão de tarefas, seja no sexo, seja na troca de experiências. E quando estiver cansada, permita-se descansar. Você é humana!
Sua felicidade não é responsabilidade de ninguém além de você mesma.
Viva diariamente o lema do “Mais Amor, Por Favor”: busque qualquer coisa que seu coração pedir, mas busque sem deixar de lado, o distribuir de amor nessa jornada.
Seja a parte boa do mundo que estamos construindo.
Respeite todos os valores e diferenças.
O mundo é muito mais especial por você existir.
Viva feliz!

De Gabi para Alice

Mulher, mãe e desempregada: sou eu

Hoje meu filho chegou da escola com a agenda nova (as aulas começaram em janeiro e passou esse tempo todo com uma provisória).

Quando abri e vi que ele tinha preenchido os dados fiquei orgulhosa!

Colocou que tinha alergia à poeira e no campo doença a considerar escreveu torse.

Responsáveis: nome do pais. Ao lado, em trabalho, ele preencheu com o nome da empresa que o pai trabalha e para mim escreveu nem um.

Comecei a fazer cócegas nele brincando e dizendo: mas rapaz, porque não colocou que eu trabalho aqui no condomínio.

Sei que naquele espaço de 2cm não caberia o tanto de coisas que faço para ganhar um dinheirinho nesses últimos tempos de crise.

Sei também que Théo reconhece todo o meu esforço para dar conta desse “tanto de coisas”.

Um dia antes da minha demissão, um domingo, ele estava deitado para dormir e pediu para eu trabalhar em casa.

Afinal, criança de tempo integral sente falta de “morar em casa” (como ele dizia).

Mas o que eu vou fazer? Biscoitos! Acho que já contei essa história aqui.

E assim, meu filho, aos sete, deu uma aula de empreendedorismo.

Sabores e suspiros (por favor, não usem pois preciso patentear hahaha).

Com direito a slogan: uma explosão de sabor na boca.

Nem receita de biscoito eu tinha, minha gente!

Meses depois achei uma de amido de milho e leite condensado.

Fizemos enroladinhos com goiabada e ficou uma delícia!

Tudo que apareceu ou que eu inventei de fazer quem estava lá?

Uma vez, ele foi para um evento onde eu era expositora.

Tinha um crachá para mim. E o meu? Fez no verso o nome dele.

Sabem feirante, que fica anunciando leve 3 pague 2. Pronto. Era o menino.

Agora só não me perguntem onde ele aprendeu porque eu não sei.

Semana passada, recebi uma encomenda e ficava até de madrugada fazendo.

Quem queria ficar comigo? Não pode, já é hora de dormir. Ele volta com um bilhetinho…

Nós dois de palitinhos com as mãos dadas. 웃웃

De Théo. Para: Carol. Eu te amo mãe. Você é muito divertida e esperta. Boa sorte.

Ontem, na cama, mostrei para ele que a Saraiva estava com desconto em alguns livros.

Se você fosse escolher um livro para mim qual seria. Ele clicou na categoria Mulheres que fizeram história e apontou para Cleópatra.

No São João de 2013, na pescaria, ele escolheu um presente para mim. Um rodinho lilás. Inclusive, super útil para puxar o controle quando cai embaixo do sofá. Também não preciso fazer contorcionismo para limpar por fora as quatro janelinhas da cozinha.

Ser essa mulher louca por limpeza ou sem trabalho não me define tão bem quanto ser a mãe que ganha recadinho de amor do filho.

Ah, e o melhor de tudo! Ele conhece meu gosto literário.

Ei filho, mamãe também está fazendo história!

>>Já passa da meia noite então, usei uma foto que achei da agenda do ano passado só para ilustrar o post.<<

Sobre lixo e livros

Se tem uma coisa que eu desejo ardentemente que Théo leve para a vida é o gosto pela leitura.

Sempre gostei. Li durante a gestação (no meu repouso). Li amamentando (na minha licença).

Quando ele ainda nem entendia o que tudo aquilo queria dizer.

Até que ele passou a entender e… Ler. Eu? Continuo lendo para ele.

Confesso que me empolgo, coloco todo meu lado cênico para fora.

Ontem li Turma do utilixo duas vezes. A primeira, eu quem o chamei.

Depois do jantar, ele. Li. No final, agradeceu (e meu coração se encheu).

O livro faz parte da coleção Sabor de Amizade da editora Paulinas.

A história trata da importância de separar o lixo para a reciclagem.

Personagens bem construídos que arrancam sorrisos e também ensinam.

Assim como Damião, um garotinho aqui de Natal que apareceu no jornal.

Ele ensinou sua mãe a ler, aos 42 anos.

Juntos, ano passado, compartilharam a leitura de mais de 100 livros.

Sandra é catadora de lixo, onde encontra muitos dos livros que tem em casa.

Foi rejeitada na infância e sofreu violência doméstica do marido.

Conheceu o amor através da paixão do filho pelos livros.

Não me contive quando li esta matéria hoje (o choro é livre).

Minha vontade é de ir lá levar mais livros!