Você sabe o que é Síndrome de HELLP

Nunca ouvi falar em Síndrome de HELLP até conhecer a história da fisioterapeuta Meire T. Ela escreveu o relato das complicações que surgiram no final de sua gravidez e que acabaram levando-a a sala de cirurgia com risco de vida. Apesar da prematuridade, sua filhinha nasceu saudável!

No dia 04 de fevereiro, com 33 semanas, fui internada porque estava com diminuição do líquido amniótico e minha bebê estava abaixo do peso esperado (só com 1,300 gramas e deveria estar acima de 2 kg). Minha obstetra combinou que ficasse internada até a quarta feira de cinzas quando faria o meu parto. Eu concordei, fiquei fazendo hidratação e ficaram verificando minha pressão periodicamente, mas ela deixou claro que se houvesse alguma urgência ligasse para ela que viria antes. Pois é, ligamos muito e ela só veio dias depois.
Bom, em toda gestação nunca tive pressão alta, pelo contrário, minha pressão sempre foi baixa, mas de repente tudo mudou. Senti uma forte dor no estômago e comecei a vomitar, pedi a meu marido que chamasse a enfermeira e ao verificar a pressão veio a surpresa 220 x 120 mmhg. Ligamos para médica e nada dela atender (era domingo de Carnaval). Uma enfermeira, vendo a gravidade começou a agilizar minha transferência para outro hospital, pois não tinha quem fizesse meu parto, nenhum obstetra, ligaram para todos. Fiquei cega e tendo alucinações. Começou a pré-eclampsia, conseguiram minha transferência e Deus colocou dois anjos na minha vida um se chama Renata (a enfermeira) que sem me conhecer ligou para médica dela (meu segundo anjo). Renata também conseguiu as vagas pra mim e pra minha filha na UTI.
Fui direto para sala de cirurgia, Dra. Tereza assumiu o risco de fazer minha cirurgia na urgência mesmo não sendo minha obstetra. Convulsionei devido à eclampsia grave e assim que tiraram minha filha surgiu a condição mais grave: a Síndrome de HELLP. Tive muitos problemas devido a essa síndrome. Duas hemorragias, insuficiência renal, derrame pleural, três paradas cardiorrespiratórias, fiquei irreconhecível de tão inchada, fui entubada e fiquei internada na UTI por oito dias e mais nove na observação no apartamento. Deus fez um grande milagre e dia após dia minha pressão foi baixando, minha visão, meus rins e tudo foi voltando a funcionar naturalmente, os médicos se surpreenderam por estar sem sequelas.
Esse alerta é sobre o risco da hipertensão, pois é incrível o que pode fazer com uma pessoa, cuidem-se!
Conheci minha filha Eva Cristine sete dias depois de seu nascimento, um dos dias mais emocionantes da minha vida. Ela nasceu com 33 semanas e 4 dias, com 1,500 gramas, perdeu peso na primeira semana, chegando a 1,340 gramas. Precisou de auxílio para respirar só por 24 hs e era a prematura mais braba e gulosa daquela UTI. Nunca pensei que um chorinho fosse capaz de causar tanta felicidade! Ser papai e mamãe de UTI é gestação continua fora do útero e felicidade a cada etapa mínima do desenvolvimento do seu bebê. Contudo, mesmo tendo passado por tudo isso estou feliz, pois ser mãe é a maior bênção que podia receber, hoje sou uma mulher completa. Eva já está em casa!

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