Precisamos falar sobre isto {morte materna}

Mariana era enfermeira obstetra e professora universitária. Ana, aluna de trompa. As duas passaram por uma cesárea, logo depois amamentaram e, de repente, surgiram algumas complicações. Veio uma hemorragia, retiraram seus úteros mas elas não resistiram.

Essas duas histórias mexeram comigo nas duas últimas semanas. Três bebês ficaram órfãos. Maridos sem esposas.

A mídia distorceu as escolhas de Mariana, esposa de um anestesista. Ela tentou um parto fisiológico mas depois procurou analsegia em um hospital, não sendo possível, pediu uma cesárea. Leia mais aqui.

Os gêmeos de Ana receberam muitas doações e foram levados para o interior do nosso estado, onde moram familiares. O pai é instrutor de música e universitário aqui em Natal.

Estamos em 2015, prazo final para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. No quesito saúde materna (5) uma das metas era: reduzir em três quartos, até este ano, a taxa de mortalidade materna. Leia mais aqui.

Comparada ao parto normal, a cesárea aumenta três vezes mais o risco de morte materna. Na cirurgia, perde-se  por volta de um litro de sangue, o dobro do parto normal.

Segundo o 5º Relatório Nacional de Acompanhamento das Metas, a elevada percentagem de partos cesáreos representa um grande desafio para a política de saúde. “Mulheres submetidas a cesáreas correm 3,5 vezes mais risco de morrer (dados de 1992-2010) e têm cinco vezes mais chances de contrair uma infecção puerperal (dados de 2000-2011); sem contar a maior probabilidade de ocorrência de partos prematuros”, informa o documento do governo federal. (daqui)

Dentre todas as causas de morte materna, a hemorragia é a mais frequente. Se diagnosticada imediatamente para a intervenção ideal, ela pode ser evitada. Então, não basta lamentarmos como uma fatalidade. O sistema precisa de melhorias e as equipes devem estar preparadas para acompanhar os casos com risco de hemorragia.

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