Como fortalecer o vínculo materno {criação com apego}

No final da minha gravidez, tive a ideia de marcar uma consulta com um pediatra para tirar algumas dúvidas sobre os primeiros cuidados com o recém-nascido. Isso não aconteceu. “Ah, não precisa!” Ok! Théo nasceu e no dia da nossa alta hospitalar, aproveitei a presença da pediatra e fiz um bombardeio de perguntas. Ela respondeu e no final me disse: você está indo para casa com seu filho, quantas mães vão e deixam os filhos aqui. [Pausa] Cadê o acolhimento? Doutora, não há comparação. Da próxima vez, responda: você é uma mãe dedicada e saberá como agir. Fica bem melhor assim, não acha? [Fim de pausa]

A primeira noite de um homem
Havia um quarto preparado com muito amor e um berço arrumado esperando por ele.
Olhei para o meu marido e disse: sinto muito, mas eu não consigo deixá-lo sozinho aqui.
Théo dormiu a primeira noite (e mais algumas) no carrinho no meu lado da cama.
Nas madrugadas, eu ficava na cadeira de amamentação com ele.
Até que um dia passei a amamentá-lo na nossa cama e foi assim que ele começou a dormir com a gente.
Como era bom tê-lo perto, juntinho de mim. Não me arrependo disso, apresar das críticas.
Dona das divinas tetas
Théo era um pequeno grande mamador.
Não existia o intervalo de três em três horas.
Ele mamava o quanto, quando e onde quisesse.
Eu tinha plena consciência que estava em casa para servi-lo.
Foi maravilhoso me dedicar exclusivamente para amamentá-lo.
Já escrevi aqui no blog o meu relato sobre amamentação (leia).
Somente ano passado, descobri que essas “práticas” tinham nome: cama compartilhada e amamentação em livre demanda. E mais, que elas são ferramentas de um movimento chamado criação com apego.
Lugar de bebê é no colo da mãe
Certa vez, ouvi de uma mãe o seguinte depoimento (espontâneo): eu coloco o meu filho no berço, ele chora até se cansar e depois dorme.
Contrariando o que eu fazia em casa com o meu filho (dormir junto), fiquei calada para não criar polêmica. Afinal, eu não tinha nenhum embasamento e a agia por puro instinto.
Hoje, depois de muitas leituras, já tenho uma opinião formada e assegurada por experiência própria. Bebês choram porque querem ficar no colo. Lá eles têm calor humano, amor de mãe. Colo não estraga, não deixa o bebê manhoso.
Aproveito para retomar a teoria da extero-gestação que considera o quarto trimestre da gravidez. De fato, eu me lembro bem, quando meu filho completou quatro meses, o salto foi gigante. Théo ficou bem mais espertinho e a rotina começou a mudar, eu deixei de ser apenas um par de peitos, pois ele descobriu suas mãos e depois os pezinhos.
Contato afetivo
Shantala, sling e dança materna também proporcionam momentos especiais! A criação com apego não é um manual com regras ou técnicas. É olhar para o bebê com empatia acreditando que o cuidado materno afetuoso contribui para a formação emocional de seus filhos. Cansa? Sim. Mas é aquela velha história: passa e deixa saudades! Afinal, que maravilha é carregar um serzinho tão frágil com cheirinho de céu.

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