Mamãe é blogueira – Keli Manara

I Love Valentina é o blog da Keli Manara, mamãe do Gabriel e da Valentina.

Ela largou o emprego e se dedica aos filhos com mais tempo trabalhando em casa.

Apaixonada por festas, prepara lindas decorações para as comemorações dos filhotes.

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Aniversário de quatro anos da Valentina – Confeitaria da Peppa

E também aceita encomendas de papelaria personalizada, docinhos, cupcakes e cookies decorados.

Quem conhece o blog, sonha com a casa da família porque lá o encanto está por toda parte.

Neste ano, no Dia das Mães, a Keli fez um post com as 10 coisas que descobriu depois que se tornou mãe.

Vou listar aqui, porque eu me identifiquei e quem sabe você também. Então, leia e me diga se não é assim mesmo.

1ª  Que esse tipo de amor existia

Eu nunca imaginei que seria possível amar outra pessoa dessa forma, o amor romântico, de par não se compara ao amor maternal…é algo único, arrebatador e que traz muitas incertezas mas ainda assim reconforta de uma forma sobrenatural. Amar um filho, pra mim, é algo além de qualquer sentimento que já tenha sentido. Meus filhos me dão razão para viver e me fazem voltar a essa razão quando a perco por algum aborrecimento. Eu mais aprendo com eles do que ensino, eles me fazem uma pessoa que quer, deseja e que anseia demais ser melhor, melhor para eles e para deixar algo bom para o mundo deles. Quando algo me chateia, eu olho pra eles ou penso em algo sobre eles e logo passa…amor maternal cura.

2ª Que o tempo gasto com um filho nunca é perdido

Nunca fui de dormir até tarde, mas tive minhas fases na faculdade e também de recém-casada de acordar ao meio dia. Ao me tornar mãe essa mamata acabou e eu nunca imaginei que apesar de sentir falta desses momentos eu não me arrependeria de não tê-los mais. Acordar de madrugada quantas vezes fossem necessárias faria de mim alguém com imensas olheiras, mas também alguém com aquele sentimento de missão cumprida, de “passei mais uma noite em claro, mas meus filhos estão bem e isso me basta.”. Hoje o que mais sinto é que o tempo tem passado rápido demais, eles estão crescendo rápido e eu quero mesmo é aproveitar cada parte desse passar de tempo, não quero perder horas do meu dia reclamando de um vômito no tapete, de um brinquedo fora do lugar, eu quero é curtir tudo isso, sentar pra desenhar, pintar…passar momentos com eles…..porque o tempo nunca é perdido…mas ele não volta…

3ª Que minhas marcas da maternidade são partes do que sou

Eu tenho um corpo marcado pela maternidade, no rosto estão as rugas que vieram depois de tantos anos preocupada por uma adoção que não saía nunca e das incertezas de perder um filho para a burocracia do sistema. No corpo carrego as marcas de uma cesária da outra filha, estrias em várias partes do corpo que foi marcado para que cada vez que eu me achasse feia diante do espelho essas marcas me mostrariam a força que tenho, do que gerei, do que conquistei, do que sou capaz, essas marcas fazem parte da minha história, eu as amo, são um marco na minha história…através delas me transformei no que sou… elas representam a realização do meu sonho…de ser mãe..e não sinto vergonha…

4ª Um filho não une familiares…

Quando tive meus filhos imaginei que uma complexa e imensa colcha de retalhos familiar se uniria, afinal, na minha cabeça, uma criança poderia unir irmão, pais, tios e primos, todos seriam felizes e se dariam bem…e na prática, não é assim que funciona, nem sempre a chegada de um Pequenino vai unir uma família, pode até afasta-la mais, como foi meu caso. Depois de sofrer muito, e ver que foi impossível remendar e unir essa colcha, parei de sofrer e percebi que quem importava estava ao meu lado, meu marido e os Pequenos que chegaram…. Quando me casei coloquei ali a pedra que edificaria nossa família, percebi que tinha que resgatar esse sentimento, e foi a partir dali que percebi que eu teria a chance de um recomeço, sim,  poderia a partir dali começar a MINHA família, e não necessariamente sofrer com a falta de carinho dos outros…eu poderia ter a minha…começar do zero…e foi isso que fiz…me afastei do que fazia mal, parei de me preocupar com quem não nos amava, com quem não respeitava nossas escolhas e comecei uma nova família…e assim seguimos felizes….numa colcha nova, bem costurada…onde o calor dela é real e reconfortante…

5ª  Que nem tudo merece tanta importância

Abrir mão do emprego dos sonhos, dar uma pausa nos projetos….nas viagens, ou parar um mestrado pode ser algo passageiro e não deve ser o visto como o fim do mundo. Pra mim abrir mão de um sonho em prol de outro nunca foi um problema, algumas escolhas são passageiras, outras não, e ser mãe é projeto pra vida toda…pra mim outras coisas podem esperar, sem sofrer…sem se arrepender… No meu dia a dia aprendo que não dá pra perder tempo com a inveja, com a ira, com a raiva, com a chateação alheia, a maternidade berra no meu ouvido e não dá pra ficar dando espaço para coisas sem importância, eu relevo quase sempre quase tudo…dói? Nossa! Muito! Mas não dá pra trocar uma tarde de piscina com os filhos pra resolver problemas e futricas que aparecem o tempo todo de quem ainda não chegou nesse ponto de perceber que a FAMÍLIA vem primeiro. Também parei de me preocupar horrores com o que acham dessas escolhas, aprendi a me perdoar, e isso é libertador, comecei a pensar se minhas ações são importantes para quem vive dentro do meu lar ou para quem nem sabe onde ele fica…e a partir desse momento plantei a sementinha da tranquilidade na minha vida…do dormir em paz…de que nem tudo merece essa importância toda…e que a minha preocupação…quando houver…deve ser em relação a MINHA família!

6ª Que caíria tanto na minha testa

Antes de ser mãe eu metia a boca em quem deixava o filho na frente da TV, ia ao fastfood e dava comida
de potinho para o filho, antes de ser mãe eu achava um horror gente que levava criança pequena ao restaurante a noite, mulher que andava de pijama até o meio dia  e que não fazia as unhas toda semana, eu achava um absurdo tremendo ver minhas amigas comprando roupas para o filho e andando com as roupas doações das irmãs e amigas ou comprando um jeans por ano….HAHAHAHAHAHAHAHA pra mim! Hoje agradeço todos os dias o Bob Esponja, graças a ele e a  Peppa eu posso tomar um banho de 5 minutos! RESPECT BOB! Graças ao pastel, Mc Donald´s e outras tranqueiras fritas eu possa ter um minuto de paz do fogão aos sábados…e se precisar eu meto a colher num potinho de comida e dou pra Pequena, porque fiquei com preguiça de cozinhar…sem nem pensar….e levo a tropa toda no restaurante mais nhenhenhe pra casal que tiver…porque eles também podem comer sim, em lugar onde só tem casalzinho e a noite….é bom, assim eles dão uma vislumbrada no que os espera…hahahahahahahahaha

Quando minha irmã me chama de mulher das cavernas eu vou ao salão de cabeleireiro e dou uma geral…aí sim eu tiro o pijama…aí gente…fala sério! onde eu estava com a cabeça?! Ser mãe não é necessariamente embagulhar…mas é dificil não ficar as margens da beleza…essa parte ainda é difícil pra mim…e tenho muitos dias de borralheira na minha vida…mas tô bem….tô bem…eu vou sobreviver :)

7ª A importância da união

Quando é só os dois, marido e mulher é uma coisa….aí vem os filhos e eu acredito que em muitos lares dá aquela estremecida, é muita mudança na rotina, é muita coisa pra fazer, é muita fralda e muita conta nova pra pagar, nessas horas o que vale aqui é a união, o amor e a confiança, não tem essa de um ou o outro “ajudar”, tem que chamar pra si as responsabilidades e fazer a sua parte…Quando os filhos nascem o amor do casal não morre e nem diminui, ele se renova de uma forma incrível, nessa hora é possivel colocar tudo a prova e ver se é pra valer, você se admira com as qualidades que não conhecia do seu marido, do jeito dele em lidar com certas febres na madrugada enquanto você se desespera!

Acredito de verdade que os filhos devem ser criados em um lar de amor e união, onde os pais se respeitam, onde não há brigas e discussões, as crianças vão absorver tudo o que vocês falam e fazem, a forma como o pai se refere as mulheres, a forma como a mãe se refere aos demais, a forma como a casa é cuidada, como a família se reúne, tudo isso contribui na formação dos Pequenos, por isso, acredito de verdade que um lar deve ser de amor e união.

8ª Que eu devo fazer o que eu falo….

Não adianta eu querer láaaaaaaaaaaa na frente ter filhos adolescentes, adultos super engajados com o
mundo e com as outras pessoas se aqui no presente eu sou um exemplo ruim. Se você ler qualquer livro de psicologia infantil vai ver que muitos falam que os filhos seguem os exemplos dos pais, logo se ele tiver bons exemplos ele os repetirá, eu sei que nem sempre é assim, que há fatores externos e regras que fogem do nosso controle, mas acredito que nós pais, devemos sim, a maior parte do tempo dar bons exemplos.

Não dá pra exigir respeito do seu filho para com outras pessoas se você não o trata respeitosamente, não lhe impõe limites, regras, rotinas, não dá pra exigir que seu filho seja respeitoso se você chama o manobrista de qualquer coisa depreciativa, a emprega da sua casa de nomes esdrúxulos na frente deles ou fala mal o tempo todo de alguém da sua família que você não gosta na presença deles usando palavras de baixo nível, é quase impossível que ele não vá repetir isso algum dia e em algum lugar!

Suas opiniões sobre o mundo são importantes? Claro que são! Mas são corretas? É assim que você vê o mundo? E é assim que você quer que seu filho veja?! Repense um pouco suas ações, faço isso todos os dias….ao máximo tento fazer o que falo..sem essa de ” faça o que eu falo mas não faça o que eu faço” …. tem que colocar o seu discurso correto no dia a dia… o mundo tá feio demais ja pra gente colocar nele mais pessoas que pensam menos, se importam menos, cuidam menos, faço minha parte, ela pode ser pequena, mas, pelo menos, na vida deles fará a diferença.

9ª Que a vida tem que ser celebrada

Muita gente me pergunta porque sou tão festeira, e eu nunca sei o que responder, mas a verdade é que sinto uma necessidade absurda de confraternizar com meus filhos tudo e qualquer coisa que eles fazem ou conquistem, pode ser o aniversário, uma nota 7 no boletim da escola, um livro que ela conseguiu ler inteiro, pra mim, a vida passa tão rapidinho e eles estão crescendo tanto e tão rapido que eu quero mesmo é festejar cada letra do alfabeto que eles aprendem. Não dá pra deixar passar nada em branco, e vou fazer isso até quando eu tiver forças nos pulmões para soprar velas com eles e encher balões para suas festas.

Eles podem não entender tudo agora, mas um dia entenderão, vão olhar pra trás e ver que tiveram uma infância rica em detalhes, em amor, em carinho, em dedicação, faço POR ELES, pra eles, com a grande esperança de fazer com que a vida deles tenha motivos, tenha sonhos, seja lúdica, que eles se sintam crianças e não pulem fases, que ele gostem de sentar no meu colo pra enrolar docinhos, que eles guardem no coração todos esses momentos que passamos juntos, que celebramos o fato deles existirem em nossas vidas! Nenhuma celebração será pouca…em troca de tanto amor que eles me dão.

10ª A importância de doar

Essa lição é a mais valiosa e é a que mais aprendo no dia a dia, a importância de se doar, de doar amor, de doar o que se tem o que se sabe. Tive uma infância repleta de doações, a gente vestia o que se doavam e também doávamos o que a gente cuidava para repassar para o próximo. Lá em casa foi uma única bicicletinha para os 4. Aqui em casa fazemos de vez em quando uma arrumação e as crianças participam para doar os brinquedos, roupas e outras coisas para quem precisa, mas não falo só dessa doação de bens materiais, eu tento mostrar pra eles a importância de doar seu tempo em prol da alegria do outro, o quanto é importante repassar o que sabemos para os outros, o quanto é importante ensinar quem quer aprender, o quanto isso pode mudar a vida de uma pessoa. Tenho um filho que é a prova máxima de doação de amor e irmandade, tenho um filho do coração, e isso mudou minha vida de uma forma que ainda não consigo verbalizar, eu era alguém antes dele, e hoje sou outra pessoa, essa doação de Deus pra mim mudou minha vida e me tocou de uma forma especial, não me sinto mais ou menos que qualquer outra mãe, mas me sinto especial porque de certa forma recebi de alguém a prova máxima de que as pessoas ainda podem doar amor.  Quero ser assim também, quero fazer mais pelos outros, nem que isso me custe horas, dinheiro, trabalho, não importa! Eu quero ensinar para os meus filhos que nem tudo se baseia em ganhos financeiros, quero mostrar pra eles que podemos mudar muitas coisas doando tempo e dedicação.

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