Uma mãe e seu filho na UTI

Renata casou aos 19 anos e foi mãe aos 26.

Ela é pedagoga e fonoaudióloga – especialista em Patologias da Linguagem e Multiletramentos.

Ministra palestras em todo o país sobre assuntos relacionados à educação e a saúde fonoaudiológica.

Fruto de uma família católica, é catequista desde os 14 anos – seguindo o exemplo de sua mãe.

Detentora de uma fé tão forte que foi testada após o nascimento do seu primeiro filho.

Miguel nasceu de uma gravidez tranquila e foi para casa. Mas retornou ao hospital, onde passou meses em uma UTI neonatal.

Renata enfrentou o sofrimento de acompanhar seu bebê em nove cirurgias, infecções, erros médicos, transfusões de sangue, implantações de cateter e intercorrências graves que poderiam ter levado seu filho à morte.

O estado de Miguel era grave e a equipe médica precisou fazer muitas pesquisas na literatura médica para melhor conduzir o tratamento.

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Durante o período de internação, Renata fez um diário e foi com o conteúdo escrito no seu caderno (além do prontuário médico), que ela começou a escrever um livro, intitulado Um filho na UTI – o limite entre a fé e o sofrimento.

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Miguel foi batizado no hospital pelo Padre Zezinho, amigo da família e quem incentivou Renata a escrever a história.

Foi um processo difícil, mas consegui. Revivi tudo na escrita e chorei a cada palavra que escrevi. Falo de todo o meu sofrimento por ver meu filho em estado grave numa UTI neonatal, sem ter perspectiva se ele um dia teria uma vida normal, ou se ao menos iria conseguir sobreviver. Mas falo também da minha fé em Deus, esperança de um dia melhor, da minha luta pela saúde do meu filho e amor incondicional por ele.

O livro dialoga com o seu leitor, fazendo-o refletir sobre a sua própria vida. Tem trechos de músicas, poesias e passagens bíblicas, sempre com o intuito de facilitar o leitor em suas reflexões.

Ao final, segue uma série de depoimentos de médicos, de enfermeiras, familiares e amigos que contam como foi para cada um viver essa experiência de fé e sofrimento ao lado da família.

O diferencial é que esse livro não trata apenas de sofrimento e superação, mas também da importância da família, dos amigos, dos médicos e dos enfermeiros em momentos de problemas de saúde. Acima de tudo, fala de fé e de Deus, e da sua importância nas situações mais difíceis da vida.

Para superar tudo o que passei, precisei muito do meu marido, da minha família, dos meus amigos e principalmente de Deus. Graças a Ele minha família e amigos me ajudaram muito e me deram muito apoio em tudo: desde amparar meus choros a cada cirurgia ou piora no estado de Miguel, até me fazer companhia no hospital para eu não me sentir sozinha.

Numa situação como essa, se a gente não tem fé e não crer em Deus o desespero toma conta da gente e nos leva a loucura. Então procurava sempre rezar e pedia que rezassem por mim e meu filho. Também procurava fazer planos para o meu futuro com ele, mesmo quando os médicos diziam isso ser impossível disso acontecer.

A autora ressalta que o benefício do livro “é mostrar as pessoas que o sofrimento existe, que ele dói, mas que ao lado de Deus tudo pode ser superado; mostrar aos médicos e profissionais da saúde, o quanto, o lado humano e solidário deles é importante para a manutenção de uma boa saúde psicológica dos seus pacientes e familiares”.

Hoje Miguel tem sete anos e é uma criança saudável. Ficou apenas com baixa estatura e em decorrência disso, ele toma diariamente uma injeção de hormônio do crescimento.

TESTEMUNHO DE VIDA

Com Miguel eu aprendi que o pequeno pode ser forte e que na sua força se torna grande. Tive a prova que milagres existem, e que Deus pode mudar seus planos diante de muita fé e orações.

Aprendi que o sofrimento pode nos fazer crescer como seres humanos, nos ensinando a  olhar o mundo por um novo ângulo.

Aprendi que diante de um grande sofrimento, ou o administramos e minimizamos o efeito desse sofrimento em nós, ou então ele toma conta da gente aumentando assim, ainda mais o nosso calvário. Confesso que inicialmente fui administrada pelo meu sofrimento, mas depois percebi que de nada adiantaria, então resolvi mudar a minha atitude. Isso não significa que sofria ou chorava menos, de forma alguma, apenas passei a encarar as coisas de forma diferente, sem dramatizar, sem aumentar mais o problema, sem achar que eu era a única pessoa a padecer no mundo, sem achar que estava sendo castigada por Deus, sem ter pena de mim mesma e do meu filho.

Foi isso que aconteceu comigo diante de tudo que vivi, não foi fácil, mas aprendi!!!

O livro já foi lançado aqui em Natal (onde Miguel nasceu) e em Recife (onde a família mora atualmente).

CONVITE

Renata estará no próximo sábado (9), às 9h30, na Paulinas Livraria (confirme presença pelo 3212-2184).

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