Placenta: o elo da vida

Na minha gravidez, eu tive descolamento de placenta.

Fiquei de repouso (só levantava para ir ao banheiro).

As refeições eu fazia na minha cama (quase deitada).

Usei progesterona até garantir que não havia mais risco.

E para ser bem sincera, se não fosse o descolamento, eu teria passado a gravidez sem pensar na placenta.

Na verdade, eu só pronunciava a palavra que para mim não representava muito.

Saussure (pronuncia-se “sóissir”), fundador da linguística moderna, apresentou dois componentes do signo linguístico.

Signo = significado + significante.

Exemplo: placenta é um signo linguístico (palavra que possui um sentido).

Significado (conceito): órgão vascular.

Significante (imagem acústica): p-l-a-c-e-n-t-a.

Ou seja, placenta (unidade significativa) não era uma noção complexa (e completa), pois eu não possuía sua representação mental.

Eu não nego, eu confesso. Não conhecia a placenta, nem a minha própria não vi e nem sabia como era uma.

Não tinha imagem de placenta humana nos meus livros de biologia (mesmo sendo temporário, é um órgão)!

Somente depois do meu interesse despertado pela partolândia foi que tive a oportunidade de vê-la em fotos.

Posso dizer que foi uma grande descoberta, pois jamais parei para refletir o quanto ela é importante.

A placenta, quem tem em média 500g, é responsável por todos os nutrientes e oxigênio, ou seja, sua função é vital para a gestação.

E além de eliminar dióxido de carbono e resíduos nitrogenados, envolve-se na produção de diversos hormônios.

Seu papel também é aconchegar e proteger o bebê caso ocorra algum impacto na barriga da mãe.

Ela possui dois lados: o materno e o fetal. De um lado, fixa-se no útero materno e, do outro, sai o cordão umbilical que se liga no umbigo do bebê.

Depois do parto, com mais algumas contrações, nasce a placenta.

Considerada um subproduto, ela é descartada no lixo hospitalar.

Entretanto, esse não é mais o único destino de um órgão que tem múltiplas funções (correspondendo aos pulmões, rins e fígado).

Comer a placenta deixou de ser uma prática comum entre animais. Sim, há quem se alimente dela!

Existem várias crenças ao redor do mundo sobre seu uso, como remédio natural – por exemplo.

Algumas mulheres criam laços afetivos com este pedaço que deixa de existir dentro delas.

Foi o que aconteceu com Itaiana Battoni quando Raul nasceu em casa no dia 1º de abril. Ela congelou a placenta!

Vou enterrá-la num vaso e plantar uma jabuticabeira! Ela nutriu meu bebê durante 9 meses e agora vai nutrir terra.

Ita me contou que sua parteira carimbou a placenta em um papel transformando-a em arte orgânica.

Árvore da Vida

placenta-ita

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