Como nasce uma mãe

Eu tenho lido muitos relatos sobre partos.

De certa forma, isso me ajuda a entender.

E cada experiência me deixa maravilhada!

Sinto-me feliz como se fosse comigo mesma.

Fiquei assim com o nascimento da Yara.

Elisa preparou a mente e o corpo para parir.

Estudou, estudou e estudou (ah, santa informação).

Comprou a piscina, a barra de exercícios e mangueira.

Até um monitor de frequência cardíaca fetal precisou adquirir.

Docinhos, chocolates, frutas e incensos também entraram na lista.

Ela escolheu as músicas para criar um clima de serenidade.

Yara nasceu em casa com respeito, carinho, amor e aconchego

O parto foi planejado para ser desassistido, ou seja, sem equipe.

Quem fez o papel da doula foi o marido da Elisa, mas partejar foi com ela.

O pai segurou a filha e entregou para a mãe… Os três foram para cama.

Yara mamou e só depois foi que o papai cortou o cordão umbilical.

Vamos saber mais sobre essa experiência desafiadora com a participação da Elisa aqui no Blog Palavra de Mãe.

Eu sou Elisa Lorena, 26 anos, advogada, mãe-índia-ativista, zen-umbandista.

Como foi a gestação?

Fiz o acompanhamento com EOs no HUB pelo SUS. Apesar de ter plano de saúde, preferi o atendimento das EOs do SUS. Para se ter uma ideia, cada consulta levava cerca de duas horas. Elas me ensinaram a sentir a posição do bebê apalpando a barriga, diferenciar o som do coração do som do pulsar do cordão umbilical. Elas me acolheram, orientaram e pediram todos os exames. Além disso, eu me sentia muito feliz de ver as alunas de Enfermagem aprendendo a lidar com gestantes. Na gestação eu fiz yoga e natação, além dos exercícios preparatórios do períneo para o parto. Estudei muito sobre maternagem, parto e amamentação.

O que te fez escolher um parto domiciliar desassistido?

Queria ter uma resposta lógica-racional, mas não tenho. O que me guiou foi minha intuição, ela me levou para o parto domiciliar desassistido. Quando eu estava no começo da gestação, tomando banho, veio na minha mente a imagem do parto, com tamanha realidade. Eu senti que seria daquele jeito, sozinha, em casa e amparada pelo marido. Eu senti que era isso que eu tinha que fazer.

Você assumiu os riscos, mas quais eram os medos?

Sim, eu estudei os riscos e assumi todas as possíveis conseqüências. Não recomendo que ninguém siga os meus passos, pois que cada um banque as próprias escolhas.

Para deixar o marido tranqüilo, montei o plano B – Casa de Parto, o plano C – chamar uma parteira ou uma médica, o plano D – ir para o hospital. Eu moro a menos de 7 minutos de 3 hospitais diferentes, e tinha uma lista impressa pregada na geladeira de vários profissionais bem que poderiam me atender em uma emergência, com seus números de telefone.
Minha meta era criar um ambiente que me favorecesse a um desassistido, mas não me fechei nessa decisão, pois sabia que não estaria no meu controle. Pensei: no mínimo, consigo um bem ambiente gostoso para dilatar em casa, caso eu vá para um hospital depois, ao menos eu desfrutei desse momento.

A que você atribui o sucesso do nascimento da Yara?

Atribuo o sucesso do parto à natureza divina feminina, parir é uma experiência transcendental, aos meus guias e protetores espirituais que me conduziram a todo o momento, ao meu marido que foi sereno e confiante, ao preparo físico e emocional, e a toda informação que eu colhi que me permitiram tomar essa decisão consciente.

E se acontecer outra gravidez, já pensou no parto? Vai repetir a experiência?

Penso em ter com uma parteira e uma doula juntas, também domiciliar, também na água. Mas eu não sei, pois cada gestação é única. Só o tempo vai dizer, minha única certeza é que eu vou manter segredo quanto à data provável do parto, para poder parir em paz.

elisa-yara

18/12/13

***
Elisa, a Yara tem uma mãe muito corajosa!

Você tornou seu sonho uma realidade.

E isso faz a história ser encantadora.

Parece até filme, mas é melhor porque é real.

Seu empoderamento é uma prova de amor.

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