Mamaço Natal

Eu tive uma experiência maravilhosa com a amamentação do meu filho. Por isso, defendo qualquer manifesto pelo direito de amamentar sem preconceito dos olhares alheios.

Benefícios – A Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até aos seis meses do bebê. Depois, é complemento à alimentação até, no mínimo, os dois anos de idade. A amamentação exclusiva reduz a mortalidade infantil e ajuda na recuperação de enfermidades. Crianças alimentadas com leite materno normalmente dobram de peso do nascimento até essa idade. O leite materno, além disso, é barato e não corre o risco de ser contaminado, como pode acontecer com as mamadeiras e o leite em pó.

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Janaína amamentando Alice. (Foto: Maurício Cuca)

Domingo (6), mães e organizações sociais participarão do terceiro Mamaço Natal, ato a favor do aleitamento materno. O objetivo da iniciativa é discutir a valorização do aleitamento materno e a inclusão de espaços destinados à prática em locais públicos. O evento é gratuito e acontecerá no Parque das Dunas, no bairro de Tirol, a partir das 9 horas. Na programação estão incluídas, além da roda de amamentação coletiva que dá nome ao evento, atividades como debates envolvendo os temas relacionados; compartilhamento de experiências e dificuldades individuais entre as mães com a mediação de profissionais especializados; roda de conversa sobre criação com apego.

Em Natal, este ano, o Mamaço vai fazer parte da programação oficial do Dia Mundial da Saúde e da Semana de Humanização, eventos do calendário oficial do Ministério da Saúde e promovidos pelas Secretarias de Saúde de cada município. A Rede Cegonha e a Prefeitura do Natal são apoiadores do ato.

A expressão Mamaço surgiu após a antropóloga Marina Barão ter sido impedida de amamentar em público, em 2011, pela monitora da exposição do artista plástico Leonílson, no Instituto Itaú Cultural da Avenida Paulista, em São Paulo. A argumentação foi de que seria proibido se alimentar naquela sala: a mãe estava com seu bebê de dois meses em um sling (carrega-bebê de pano), e, quando ele sentiu fome, naturalmente o colocou para mamar. Após o incidente, Marina organizou o movimento que chamou de “Mamaço Cultural”, onde reuniu mães em um evento apoiado pela própria instituição, que se retratou publicamente.

Paralelamente a isso, nos dias que antecediam o evento, realizado no início do mês de maio, a jornalista Kalu Brum, publicou em seu perfil na rede social Facebook uma foto amamentando o filho. No dia seguinte, o Facebook enviou-lhe um comunicado informando que a foto seria retirada por apresentar conteúdo impróprio.

A jornalista criou então uma comunidade na rede convidando todas as mães a trocarem as imagens dos perfis por uma foto de amamentação, e, aludindo ao evento paulistano, chamou a comunidade de “Mamaço Virtual – Porque Amamentar é Beleza Pura!”. Os acontecimentos geraram uma mobilização coletiva em vários blogs, formando em todo o país um verdadeiro manifesto em defesa da amamentação. De lá para cá, os mamaços continuam acontecendo em diversas cidades do Brasil e também em um evento nacional, onde os mamaços acontecem simultaneamente em todas elas.

Redes Sociais – Este ano, fotos de amamentação podem ser identificadas usando a hastag #MamaçoNatal2014 e poderão fazer parte da página do Facebook do Mamaço. Quem preferir, também pode enviar fotos amamentando os filhos (em que o rosto da mãe apareça) para mamaconatal@gmail.com.

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